As Maiores Batalhas e Guerras da História - Ópio II

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Segunda Guerra do Ópio

(1856-1860)

A famosa Ponte de Marco Polo após uma brutal batalha por Beijing (Pequim).
 
Facções: Inglaterra (James Bruce) com apoio da França e dos EUA x Dinastia Qing (Imperador Xianfeng).

Forças: Inglaterra e Aliados: 20.000 soldados x Império Qing: 200.000 guerreiros manchu.

Perdas: Desconhecidas.

Resultado: Vitória Franco-Britânica; Inglaterra anexa a Península de Kowloon e as Ilhas Stonecutters após o Tratado de Tientsin.

Local: Litoral da China.

Linhas Vermelhas (Defesas Chinesas); Setas Vermelhas (Ataques Chineses); Área Roxa (Reino Taiping); Área Azul Escura (Território Inglês); Área Azul Clara (Conquista Inglesa); Setas Azuis (Ataques Aliados).
A Guerra: Após a Primeira Guerra do Ópio, a China imperial se encontrava num dilema envolvendo a expansão comercial com as nações ocidentais ou se mantendo isolada e longe das políticas européias. Porém, a China estava presa numa horrível guerra civil contra o Reino Taiping. Para piorar, Inglaterra e França pressionavam o governo imperial a abrir mais de seus portos as nações ocidentais.
 
Em 1856, o governo imperial decidiu, pela segunda vez, acabar com o comércio ilegal do ópio. Tropas imperiais abordaram e capturaram o navio de carga Arrow, que fazia parte da marinha mercante britânica e que participava do comércio ilegal de ópio. Em 1857, Inglaterra e França despacharam uma grande força militar que invadiu e ocupou a cidade portuária de Cantão, no sul da China. Ao mesmo tempo, uma frota anglo-francesa atacou e capturou os Fortes de Taku, perto de Tientsin, no norte.
 
Em junho de 1858, preocupado em entrar numa nova guerra contra o Ocidente, o governo chinês assinou o Tratado de Tientsin com a Inglaterra, França, Rússia e EUA. No tratado foi estabelecido que a China abriria todos os seus portos para as nações que assinaram o tratado, que os embaixadores de tais nações poderiam viver sem restrições em Pequim e que o mercado de ópio fosse legalizado. Porém, tais concessões eram humilhantes para o grandioso governo Qing. Foi aí que os chineses desistiram da diplomacia e decidiram vencer pela guerra.
 
Dias após a assinatura, os diplomatas ocidentais acabaram detidos em Pequim e uma tropa britânica acabou cercada e destruída por tropas manchu em Tientsin. Como retaliação, uma tropa anglo-francesa retomou o controle dos Fortes de Taku e ocupou Tientsin. Em 1860, um exército chinês foi totalmente destruído nos arredores de Pequim, pelo exército anglo-francês. Humilhado por essa derrota, o imperador chinês abandonou Pequim e fugiu para o norte. No dia seguinte tropas anglo-francesas adentravam Pequim. Era pela "primeira" vez na História da China que forças ocidentais dominavam sua capital.
 
Dias após a queda de Pequim, o imperador chinês despachou um grupo de mensageiros pedindo por paz e para assinar quatro novos tratados. No fim do acordo, a paz foi estabelecida, mas a China foi forçada a abrir todos os seus portos para os ocidentais e garantir a moradia definitiva dos diplomatas das nações envolvidas no conflito em Pequim. Com o fim dessa guerra, o governo imperial pode se concentrar no grupo rebelde Taiping e ainda recebeu ajuda das nações que venceram a Segunda Guerra do Ópio à destruir de vez os rebeldes do sul.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia: