As Maiores Batalhas e Guerras da História - As Guerras Revolucionárias Francesas

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

As Guerras da Revolução Francesa

(1793-1799)

O Novo Exército Francês enfrenta a Primeira Coalizão em Valmy.
 
Facções: República Francesa (Paul Barras) x Império Áustriaco e seus aliados (Prússia, Inglaterra, Rússia, Espanha, Portugal, Suíça, Império Otomano e Holanda).

Forças: Desconhecidas.

Perdas: Desconhecidas.

Resultado: Duas Grandes Vitórias Francesas contra as Duas Coalizões Européias.

Locais: Europa, Egito, Oriente Médio, Oceano Atlântico, Caribe e Oceano Índico.

Linhas Azuis (Defesas francesas); Cruzes Vermelhas (Conflitos revolucionários = Girondinos x Jacobinos); Setas Verdes (Primeira Coalizão); Setas Roxas (Segunda Coalizão).
 
A Guerra: Em 1793, os revolucionários da Assembléia Legislativa condenaram e executaram o rei Luís XVI. Já fazia três anos que a Revolução Francesa havia iniciado e era pela segunda vez na história da Europa que um líder monarca era morto por seu próprio povo. A primeira vez aconteceu com o rei Carlos I durante a Guerra Civil Inglesa.
 
Logo após a morte de Luís XVI, a França entrava numa violenta guerra contra a Primeira Coalizão (Inglaterra, Espanha, Prússia e Áustria). A situação da França em sobreviver a uma invasão gigantesca era baixa, pois a maioria dos oficiais do exército eram da nobreza e muitos estavam sendo caçados e executados pelos revolucionários.
 
Mas, foi um general nobre, Lucien Carnot, que apareceu para salvar a França dessa ameaça estrangeira. Mesmo sendo nobre, Lucien Carnot queria acabar com as monarquias européias e espalhar a revolução pelo resto da Europa. Ele declarou estado de emergência nacional e estabeleceu uma lei que obrigava todos os homens que tivessem excelentes condições físicas, imediatamente integrassem o exército. Ele também estabeleceu três classes de soldados: os jovens lutariam nas frentes de batalha, os homens de meia-idade trabalhariam nas fábricas de armas e munição e os velhos ficariam nas cidades francesas tocando os sinos das igrejas e fazendo propagandas para comemorar a revolução republicana.
 
Ainda em 1793, Carnot conseguiu reunir um exército de mais 800.000 homens para defender a nação. Para aquela época esse número de soldados era considerado raro e incrível. Como por exemplo: a Primeira Coalizão só juntou 400.000 homens para invadir a França e esse era considerado um número bom para um exército europeu. Graças ao enorme entusiasmo pela revolução e pelas novas táticas de combate, ensinadas por oficiais americanos, os franceses conseguiram vencer várias batalhas contra os exércitos "profissionais" de toda a Europa. Em 1794, a França havia derrotado a Primeira Coalizão e expulsado suas tropas até a fronteira. Nesse mesmo ano, um jovem coronel da artilharia francesa chamado Napoleão Bonaparte venceu a marinha inglesa e retomou o porto francês de Toulon no Mediterrâneo.
 
Em 1795, o Comitê de Segurança, estabelecido por Carnot foi substituído pelo chamado Diretório. Com esse novo governo estabelecido, o exército francês se modernizou e derrotou uma Segunda Coalizão e no ano seguinte, tropas francesas invadiram a Suíça, a Itália, a Áustria e a Holanda. Em 1799, a França finalizava suas campanhas militares e expandiu sua enorme fronteira nos territórios capturados.
 

Curiosidades:

  • O jogo Assassin's Creed Unity retrata com perfeição a Revolução Francesa em Paris e os conflitos entre girondinos e jacobinos pelo poder. Porém, não menciona ou mostra a campanha da França contra as coalizões européias.
 
  • O filme musical "Os Miseráveis" também retrata a situação da França durante a Revolução. Mostra muito pouco sobre as lutas que aconteceu e se foca mais na situação social da população.

Bibliografia: