As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Grande Guerra do Norte

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Grande Guerra do Norte

(1700-1721)

Tropas suecas deixam suas trincheiras para atacarem as posições russas em Poltava.
 
 
Facções: Império Sueco e Aliados (Carlos XII) x Império Russo e Aliados (Pedro I).

Forças: 85.000 suecos e aliados x 260.000 russos e aliados.

Perdas: 25.000 suecos e aliados mortos e feridos; 75.000 russos e aliados mortos e feridos.

Resultado: Vitória da Coalizão Russa; Império Russo se torna a nova potência militar na Europa; Declínio do Império Sueco e do Reino Polonês.

Local: Europa Central e do Norte.

Área Azul (Império Sueco); Áreas Roxas (Aliados da Suécia); Área Vermelha (Império Russo); Áreas Marrons (Aliados da Rússia); Cruzes Pretas (Batalhas).
 
A Guerra: Entre o fim do século XVII e o início do século XVIII, a Suécia era a mais poderosa nação militar da Europa e a mais forte na economia do Báltico. Por causa de sua intervenção na Guerra dos Trinta Anos, a Suécia tinha um pequeno e profissional exército de uma população de 1 milhão de habitantes e o controle total das rotas marítimas do Báltico.
 
Quando Carlos XII, ainda um garoto de 15 anos, assumiu o trono sueco, os países vizinhos se juntaram numa coalizão para esmagar o poderio militar sueco e transforma-lo num reino pequeno e pobre. Os líderes da coalizão foram Frederico IV da Dinamarca, Augusto II da Polônia e Pedro I da Rússia. A guerra teve início com o cerco polonês em Riga e o cerco russo em Narva no ano 1700. Porém, o velhos líderes europeus subestimaram a capacidade militar do jovem imperador sueco.
 
Carlos XII era um gênio militar e um megalomaníaco. Atacou a Dinamarca e capturou Copenhague, forçando aquele reino a se render. Os suecos então entraram na Rússia, levantaram o cerco em Narva e humilharam os russos numa épica batalha perto da cidade. Logo depois, Carlos salvou Riga do cerco polonês e invadiu a Polônia, cercando as cidades de Varsóvia e Cracóvia. Em 1703, os suecos venceram os poloneses em Pultusk e forçaram o reino a se render. Mas, Augusto II conseguiu escapar e obter asilo na Saxônia.
 
Em 1707, Carlos deixou a Suécia com 80.000 homens e invadiu a Rússia. Tentou tomar Moscou, mas teve que recuar para a Ucrânia durante o rigoroso inverno. Em 1709, Carlos resumiu seu avanço, mas foi derrotado pela primeira vez por Pedro I, o Grande, em Poltava. Carlos sobreviveu ao combate e com 1.800 homens alcançou os limites orientais do Império Otomano. Lá, o imperador sueco convenceu os otomanos a iniciarem uma campanha militar contra a Rússia. Turcos e russos se enfretariam por dois anos no Cáucaso, enquanto a Suécia se recuperava da derrota em Poltava. Porém, com a rápida derrota turca, Rússia reconstruiu sua coalizão contra a Suécia adicionando mais dois reinos: a Saxônia e Hannover.
 
Augusto II, liderando um grande exército alemão, retomou a Polônia dos suecos em uma violenta campanha. Em 1714, Carlos aceitou a derrota na Polônia e retornou para a Suécia, onde incentivava ainda mais a população a apoiar a guerra. Em 1718, Carlos invadiu a Noruega, na época o maior território da Dinamarca, e cercou a cidade de Fredrikssten. Porém, o imperador sueco foi morto por um tiro no peito e a invasão sueca fracassou.
 
De 1719 a 1721 a Suécia assinou os Tratados de Estocolmo e de Nystad com a Rússia e seus aliados. A Suécia foi obrigada a entregar todos os seus territórios para a Rússia e desmantelar seu poderio militar. Aproveitando a vitória, Pedro I construiu a cidade de São Petersburgo e transferiu o poder do czar para lá. Assim, a Rússia se tornava a mais nova força militar na Europa e a Suécia se transformava num país pacífico e sem seu poder militar avançado.
 

Curiosidades:

  • No filme russo de 2007, O Servo do Soberano, a Batalha de Poltava é o epicentro da história e muito bem construída para uma guerra meio esquecida na História.
 
  • As trincheiras foram introduzidas pela primeira vez nessa guerra.
 

Bibliografia: