Wanna be a Wonder Woman | Rio 2016 é das mulheres

Primeiro, gostaria de pedir desculpas por não ter escrito nada semana passada mas, tinha algumas coisas tomando conta do meu tempo e não pude estar aqui com vocês e como este semestre eu peguei milhões de coisas para fazer, vou combinar que postarei a cada quinze dias, ok?

Vamos lá!

Rio 2016 é das mulheres, sim!

Quando pensei em falar sobre o papel da mulher nos Jogos Olímpicos a seleção feminina ainda estava na competição pelo ouro e deixando o futebol (milionário) masculino no chinelo. Mas, nem tudo são flores e as meninas perderam e toda aquela admiração que líamos nas redes sociais sumiram: ou pior vieram as críticas. Oras bolas… Quer dizer que enquanto as meninas estavam ganhando elas deveriam ensinar como se joga bola, daí perdem e o futebol delas é “fraquinho”?

Lógico, todos nós estávamos esperando a tão sonhada medalha de ouro e o assim, carimbar o magnífico talento de Marta. A mulher é craque, a mulher joga muita bola, tem mais prêmios que o Neymar e mais gols marcados que o Pelé… e não ganha nem um terço do que o pessoal que estão na Europa. Triste, né? Mas isso não é novidade. E pior, para cada uma delas estarem lá na seleção, quando começaram a jogar precisaram treinar com os meninos porque no Brasil não tem escolinha feminina de futebol (bom, na verdade não se não tem nenhuma, mas se tiver deve ser pouquíssimas) e a falta de financiamento faz com que muitos talentos desistam antes do reconhecimento.



E ainda tem gente que quer comparar a seleção feminina com a masculina e cobrar o mesmo desempenho e isso não rola! As oportunidades oferecidas para a menina ou para o menino que quer jogar bola são completamente diferentes. Por isso, temos sim de aplaudir Marta, Formiga e todas as meninas que lutaram e lutam para fazer o futebol feminino ser reconhecido no país – que insiste em sem muito machista não valorizando todo esse potencial.

Também tivemos a judoca Rafaela, a primeira mulher negra a subir no pódio – e o mesmo aconteceu com a nadadora estadunidense Simone Manoel e logo em seguida Lia Neal, também dos EUA, além da síria Yusra Mardini, refugiada que nadou cerca de três horas para rebocar um barco e salvar sua família. Na ginástica tivemos o fenômeno Simone Biles, conquistando 4 ouros e nossos corações <3, sendo alvo de comparações (com homens, é claro!). Mas ela foi categórica: “Não sou a próxima Bolt e nem Phelps. Sou a primeira Simone Biles!”



O mundo não está preparado para o talento de novas Simones, Martas, Rafaelas, Barbaras, Maurrens e Yusras. Todas continuam ganhando menos patrocínio e menos atenção, com se o talento de cada uma não valessem audiência e nem o respeito do público.

Esperamos que neste ano esta situação mude. Não falo de confete (igual pro Neymar) e homenagens, mas sim de dinheiro, reconhecimento e oportunidades!