Conspirações de Garamond | Jogos Olímpicos de Moscou e uma breve reflexão

Queridos sedentos pelo intangível, meus cumprimentos. Ainda no clima olímpico, gostaria de falar sobre a Olimpíada que eu acredito ser a mais marcante de todas: os Jogos Olímpicos de Verão de 1980 em Moscou. Fazer-me-ei entendido ao longo do texto.

Misha, o querido mascote olímpico de Moscou que foi ilustrado em um painel humano

Em 1980, o ser humano viveu um dos maiores conflitos da modernidade: a Guerra Fria. As duas maiores potências mundiais da época (Estados Unidos da América e União Soviética) estavam em uma tensa e acirrada disputa pela hegemonia. O mundo chegou a quase ver uma guerra de proporções absurdamente catastróficas (muito mais do que a Segunda Guerra) em diversos episódios.

Crise dos mísseis de Cuba em 1962, um dos momentos de maior tensão global
 Uma Olimpíada que integrasse grande parte das nações (principalmente as potências) do globo parecia uma ideia completamente inacreditável na época. Dito e feito: os Jogos Olímpicos nunca sofreram um boicote tão grande como o de Moscou. Com a invasão soviética ao Afeganistão e o ultimato (mal sucedido) de retirada de tropas feito pelos EUA, o ex-presidente americano Jimmy Carter anunciou que iria boicotar os Jogos. Sessenta e nove nações se juntaram ao boicote.

Blindados soviéticos no Afeganistão

Diversas modalidades acabaram ficando desfalcadas e/ou nem acontecendo devido ao reduzido número de atletas.

Um dos acontecimentos mais marcantes foi a cerimônia de encerramento. Enquanto Misha se preparava para "voar", uma comoção se espelhava pela plateia. Deixarei o vídeo logo abaixo para que cada leitor que aqui chegou possa refletir um pouco.


Que as lágrimas de Misha nos lembrem de como nós, seres humanos, quase nos destruímos uma vez.