Thor's Day - Sleipnir a montaria do senhor do panteão.

Segundo a mitologia nórdica Sleipnir era o cavalo que Odin cavalgava, sendo um animal único, pois possuía 8 patas. Esse cavalo seria o mais veloz entre todos os corcéis.

A lenda de Sleipnir na realidade tem respaldo em um mito, que por sua vez tem relação com algo que extrapola o mito e se baseia na pura realidade. A ideia de um cavalo com patas extras surte efeito no imaginário das pessoas como um animal que seria mais veloz que um outro que siga os padrões da trivialidade do natural. Além do fato que trazia mais imponência para quem o montava.

Muito além de um mito, mas sim um relato de observação, existiram muitos Sleipnires, sendo que um dos mais famosos foi a montaria do imperador romano. Dentre os romanos era comum retratar Júlio César sobre um cavalo com mais artelhos. E isso não é uma simples coincidência dentre as culturas.

Ainda hoje podem ser encontrados cavalos com patas extras, não é muito comum, mas algo natural, conhecido como polidactilia, ou seja, uma simples mutação genética. Na realidade, a polidactilia acaba por interferir na mobilidade do animal, mas isso era apenas uma mera formalidade, pois em geral o cavalo só servia para percorrer distâncias curtas, uma vez que os senhores não entravam em batalhas diretas.

 Eis Sleipnir o corcel de oito patas de Odin
(Arte: Israel Rosslyn)

Agora vamos conhecer algumas curiosidades de Sleipnir. 
O nascimento desse corcel se dá de uma forma muito, mas muito inusitada mesmo!

Imaginem que Thor se encontrava fora de Asgard, matando gigantes, e eis que se apresenta aos deuses no panteão um gigante disfarçado de humano e, que acreditava que os deuses não iriam perceber tal tentativa de engodo. Então ele se propôs a reerguer parte da muralha que cercava Asgard e, como pagamento queria o Sol, a Lua e também a deusa Freyja. Os deuses ardilosamente aceitam e dão um prazo de seis dias para tal obra. Obviamente os deuses sabiam que o trabalhador era um gigante e, sabiam também que em seis dias Thor já haveria retornado e, então mataria o falso humano.

Porém o gigante pede para usar seu cavalo, conhecido como Svadilfari, que era o cavalo mais forte do mundo. Loki sabia sobre o segredo do animal e, antes que os deuses analisassem a proposta, Loki aceita a proposta, fato esse que desagradou o panteão.

O gigante então começou a erguer a muralha com auxílio de seu poderoso cavalo e, a obra se encaminhava bem, sendo que seria finalizada em seis dias. No último dia, ao puxar do último bloco, Loki toma uma atitude, afim de punir a ambição do gigante, ele se transforma em uma égua branca e atrai o cavalo gigante para longe. O gigante se enfurece e começa a destruir a muralha. Nesse instante Thor chega em Asgard e vê o gigante destruindo a muralha, então o deus arremessa o martelo sagrado Mjölnir esmagando a cabeça do ambicioso gigante.

Depois de um tempo a égua branca, que na realidade era Loki transformado, reaparece prenha e dá a luz a um cavalo preto de oito patas, que então foi ofertado ao chefe do Panteão. (Pode parecer chocante, mas sim, Loki foi coberto por um cavalo!)

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Outra interpretação para tal cavalo de oito patas é a de um funeral, onde o  cavalo representado por um caixão sendo levado por quatro homens (por isso oito patas). Talvez essa alegoria do cavalo representasse uma montaria importante para o Valhalla, uma vez que acredita-se que Odin tenha sido um rei sueco.

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O nome Sleipnir pode ser encontrado também como Sleipner, e quer dizer Suave, pois diziam que ele podia andar sobre a terra, o ar e também a água, já o nome de seu pai, Svadilfari, está relacionado com Escravo, uma vez que servia a um gigante.