Fala Kaio | A Profecia de Samsara - Opinião




Olá Leitores, Todos Bem?

Hoje vou indicar e também dar minha opinião sobre um livro que vamos falar no Novo Fã Podcast. Esta obra foi escrita por Letícia Vilela lançada pela editora Gutenberg em 2014 e recebeu o nome de:

Sinopse

Personagem: Arjuna
     Quando um dos principes do Clã Magco dos Devas é assassinado, as suspeitas recaem sobre sua própria mestra, Draupadi. O irmão do príncipe, o jovem Arjuna, jura vingar sua morte e persegue a criminosa pelos reinos magicos da antiga Índia. Draupadi inicia sua fuga ao lado de Asti, uma humana a quem chama de filha, que guarda um segredo em seu corpo desde que nasceu: uma maldição ancestral em forma de tatuagem, da qual procura desesperadamente se libertar. Todos os fatos fazem os destinos de Arjuna e Asti convergirem definitivamente, o que torna inevitável a concretização da temível Profecia de Samsara.



Opinião


Personagem: Drapaudi
     O livro já me ganhou nas primeira pagina, pois se inicia com um pequeno mapa da Índia Antiga e um Glossário para informações sobre as guildas e criaturas presentes nesse universo.  Para quem me conhece sabe que, as vezes após alguns dias da leitura, me interesso/lembro muito mais do universo criado pelo autor, do que propriamente pela história. No caso da querida Letícia Vilela, toda a mitologia criada por ela veio de uma fonte pouco divulgada ou atá mesmo explorada. A cultura Hindu é algo riquíssimo de heróis e metáforas que agregam muito não só mídias de informação, mas também a filosofia de vida das pessoas.
     Contada em capítulos pelos pontos de vista dos personagens principais, este livro traz uma abordagem completa sobre a problemática como um todo. Sempre mostrando todos os lados envolvidos, fica difícil para quem lê decidir de qual lado ficar.
     Arjuna é um personagem intrigante e com nuances muito comuns no nosso dia a dia. Por ser um Deva a pouco tempo, ele ainda é muito preso a sentimentos dos Ayalas, como a própria irá ou outros sentimentos que nos levam a tomar atitudes irracionais. Por outro lado, sua natureza divina entra em conflito com tais sentimentos e em determinadas situações esse embate moral faz com que ele fique até de certa forma imprevisível.
     Draupadi já é uma personagem que é mais experiente nesse universo, e assim cada lembrança ou comentário faz com que esse reino antigo se torne mais e mais completo. A presença da magia cotidiana somado ao desconhecimento das motivações da famosa Ignis, transforma a cabeça do leitor em uma metralhadora de teorias e ideias. Muitas vezes me peguei imaginando como seria visualmente a conjuração dos mantras comentados, que podem variar desde aquecimento de panelas até mesmo controle de luz e energia para se fazer um disfarce.
Arte de Capítulo
     Como ultimo tópico a ser levantado nessa minha opinião gostaria de deixar um trecho do livro sobre motivações para ser um Deva.

A pergunta deixou Lis perplexa.
- Você é engraçada! Por que alguém não ia querer ser um Deva? A maioria dos Alayias será só uma fonte de magia para os mestres... Isso não é de todo mal, porque sempre vão querer você perto deles. Você conhece lugares diferentes, participa da vida deles... Ma se tornar um Deva constitui uma grande honra: poderá estudar magia, criar seus próprios mantas, melhorar a vida de todo mundo...


Esse diálogo foi dito por uma Alayia muito jovem, mas que já demostra o que a presença de um Deva pode fazer na vida de pessoas comuns. Esses seres divinos podem desencadear diversas coisas boas sendo lideres e exemplos para um mundo melhor. Mas até onde seguir e venerar ídolos pode ser algo bom? O pensamento de idolatria pode ser algo perigoso se mal direcionado. Por isso cabe a todos nós a responsabilidade de conhecer os tons de cinza em cada pessoa ou até mesmo ídolos que julgamos perfeitos


Personagens: Asti e Drapaudi