As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Guerra dos Trinta Anos

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra dos Trinta Anos

(1618-1648)

Lanceiros espanhóis derrotam outro ataque sueco na Alemanha.
 
 
Facções: Suécia (Gustavo Adolfo) e mais de 11 reinos aliados x Sacro Império Romano (Ferdinando II e III) e mais de 4 reinos aliados.

Forças: 427.000 soldados suecos e aliados x 20.000 romanos germânicos e aliados.

Perdas: Mais de 7.500.000 mortos e feridos (inclui civis).

Resultado: Paz de Westfália: Príncipes protestantes podem continuar com suas práticas religiosas; Declínio da Igreja Católica; Supremacia dos Habsburgo enfraquecida; Reconhecimento espanhol da independência da Holanda (Guerra dos Oitenta Anos); Reconhecimento holandês do domínio espanhol da Bélgica e de Luxemburgo; Ascensão da Dinastia Bourbon na França; Ascensão do Império Sueco; Declínio do Feudalismo na Europa Continental; Fragmentação do Sacro Império Romano; Início da Guerra Franco-Espanhola (1648-1659); Imensas perdas civis nos territórios imperiais.


Local: Europa, principalmente na Alemanha.

Áreas Vermelhas (Sacro Império Romano e seus Aliados); Áreas Azuis (Suécia e seus Aliados); Setas Vermelhas (Campanhas Romanas e aliadas); Setas Azuis (Campanhas Suecas e aliadas).
 
A Guerra: Diferenças religiosas eram as principais causas para grandes conflitos armados na Europa no século XVI. No século XVII, ocorreu o maior conflito religioso da História e envolveu quase toda a Europa. O epicentro do conflito foi o Sacro Império Romano. Fundado por Otto, o Grande em 962, o império estava dividido entre protestantes no norte e católicos no sul. A guerra teve início quando patriotas tchecos lançaram vários comissários do norte pela janela do parlamento tcheco. Os comissários sobreviveram, mas todos caíram num monte de esterco e tal episódio ficou conhecido como a "Defenestração de Praga".
 
De início a guerra ficou concentrada entre a Tchecoslováquia católica e a Boêmia protestante. Os católicos venceram todas as batalhas iniciais e liquidaram com os protestantes da Boêmia. Porém, um novo adversário entrou no conflito vindo do norte. Era Gustavo Adolfo, rei luterano da Suécia, liderou um pequeno, mas profissional exército para dentro do Sacro Império Romano. Gustavo apoiou a causa protestante e obteve duas grandes vitórias contra os católicos. Porém, o líder sueco seria morto em 1632 durante a Batalha de Lutzen.
 
Em 1635, a França entrou na guerra apoiando os protestantes, mesmo sendo bastante católica. O principal motivo para a entrada da França era de destruir a força militar da Espanha, que controlava o Sacro Império Romano, para a França se tornar a principal potência militar da Europa. De imediato, a Espanha mobilizou um grande exército e o despachou para defender seus territórios na Alemanha. A guerra se tornava uma luta por poder e menos uma luta por religião. A Holanda continuava sua guerra de independência contra a Espanha, os postestantes germânicos continuavam a avançar contra os católicos liderados pelo Imperador Ferdinando II e tanto a França quanto a Espanha enviavam mais tropas e artilharia para a Alemanha.
 
Em 1640, a guerra entrava em sua última fase. Começou com a Espanha invadindo o sul da França, para tentar tira-la da guerra. Porém, a invasão foi um fiasco quando o exército espanhol foi derrotado e capturado na Batalha de Rocroi em 1643. Em 1648, todas as nações participantes estavam esgotadas e uma reunião foi marcada em Westfália. O Tratado de Westfália deu fim ao conflito e delimitou que qualquer príncipe germânico poderia escolher a religião que seu povo queria. Dentro do Sacro Império Romano havia mais de 300 principados. Tal decisão não prejudicaria o tratado. No mesmo ano, Holanda ganhava sua independência da Espanha e esta continuaria a lutar contra a França até 1659, quando ambas as nações assinaram o Tratado dos Pireneus.
 
 

Curiosidades:

  • A arma mais usada no conflito foi a lança utilizada pelos temíveis lanceiros, capazes de aniquilar qualquer ataque de cavalaria.
  • Outra arma bastante usada foi o arcabuz, o precusor do rifle.
 

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Guerra Anglo-Espanhola

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra Anglo-Espanhola

(1580-1603)

Navios ingleses enfrentam a temível Armada Espanhola no Canal da Mancha.
 
Facções: Império Espanhol (Filipe II e III) x Reino da Inglaterra (Elisabeth I).
 
Forças: Desconhecidas.
 
Perdas: Desconhecidas.
 
Resultado: Tratado de Londres: Espanha reconhece o Anglicanismo; Fim da pirataria inglesa contra as colônias espanholas na Ámerica; O Canal da Mancha aberto para a Espanha; Inglaterra retira suas tropas da Holanda; Navios espanhóis e ingleses podem utilizar o porto de cada reino.
 
Local: Oceano Atlântico, Canal da Mancha, Países Baixos, Espanha, Espanha Americana, Portugal, Sul da Inglaterra, Irlanda, Caribe, Ilhas Açores e Canárias.
 
Áreas Vermelhas (Império Espanhol); Seta Vermelha (Armada Espanhola); Área Azul (Reino Inglês); Seta Azul (Ataque Inglês); Cruzes Pretas (Batalhas e Cercos).
 


A Guerra: O rei Felipe II da Espanha e a rainha Elisabeth I da Inglaterra eram inimigos mortais. Os motivos eram vários desde as suas religiões (católica e anglicana, respectivamente) e o bem-estar de suas nações. De início a luta era por prestígio, mas logo virou uma guerra quando ambos queriam os tesouros e recursos do Novo Mundo.

Elisabeth ignorava os navios ingleses que atacavam e saqueavam navios espanhóis no Caribe. Mas, em 1580, a rainha autorizou todos os navios corsários, liderados pelo capitão Francis Drake, a atacar e saquear os navios e territórios espanhóis no Novo Mundo. Aceitando as ordens de Elisabeth, Drake iniciou uma campanha naval contra a Espanha. Primeiro atacou o Panamá, depois contornou toda a América do Sul e surpreendeu os espanhóis na costa oeste do continente.

Drake saqueou e queimou todas as colônias que os espanhóis estabeleceram na América do Sul. Após os saques, Drake escapou de uma frota espanhola na Califórnia e logo partiu para o Oceano Pacífico. Em 1582, Drake retornou para Londres e foi condecorado cavaleiro pela rainha graças a suas explorações pelo mundo. Graças ao corsário, a Marinha Inglesa iniciava uma reforma em sua frota para um dia repelir uma possível invasão espanhola.

Enfurecido com tais ataques em suas colônias, Felipe II reuniu a maior frota da época: 130 navios iriam atacar e invadir a Inglaterra. Tal frota recebeu o apelido de a Armada Espanhola. Navegando pelo norte da Espanha, a Armada encontrou forte resistência inglesa no sul da Inglaterra em 1588. Aos poucos, os espanhóis foram perdendo navios diante dos navios ingleses, brulotes (navios incendiários) e por tempestades. No fim da campanha naval, só 30 navios espanhóis retornaram para casa. A Armada estava acabada e a Espanha humilhada.

Mesmo derrotado e humilhado, Felipe II não desistiu e enviou novas frotas, menores em comparação a Armada, em 1593 e 1594 contra a Inglaterra. Nas duas ocasiões, os espanhóis não conseguiram atingir seus objetivos por causa do mau tempo e da falta de suprimentos. Em 1598, ambos os lados perderiam grandes líderes: a Inglaterra perderia Francis Drake durante um combate naval numa cidade no sul da América do Norte; e a Espanha perderia seu líder Felipe II, que com sua morte enfraqueceria as forças espanholas na campanha contra a Inglaterra.

Uma "guerra fria" existiria entre os dois reinos. Mas, quando Jaime II assumiu o trono inglês, logo após a morte de Elisabeth I, este surpreendeu seus súditos anunciando que assinaria um acordo de paz com a Espanha. Em 1603, Jaime II e Felipe III se encontraram e assinaram o Tratado de Londres, finalizando de vez a guerra entre Inglaterra e Espanha.
 
 

Curiosidades:

  • A guerra é usada como pano de fundo para o filme "Elisabeth". O filme em si se foca nas intrigas políticas que a rainha inglesa teve que enfrentar até finalmente confrontar os espanhóis na batalha contra a Armada. Francis Drake também aparece no filme.
 

Bibliografia:


Terror no Espaço - Curiosidades

 

Terror no Espaço

A Arma de Kane

Se ele tivesse usado essa pistola, as coisas seriam bem diferentes.
 
 
Durante a cena em que Kane investiga o ovo alien, ele retira do seu cinto uma pistola com mira laser, mas a deixa de lado quando o ovo se abre e solta o facehugger em seu rosto. A aparição dessa arma ocorre na versão extendida de "Alien, O Oitavo Passageiro".
 
É a única vez nessa versão que mostra que a tripulação da Nostromo possuía um certo armamento para se defender. Não se sabe quantas balas carrega, mas dá para entender o porquê da tripulação carregar esse tipo de arma.
 
Por estarem carregando uma imensa quantidade de minério, a Nostromo pode chamar a atenção de piratas que adoram atacar esse tipo de carga. Como precaução a tripulação tem certo treinamento para defesa contra possíveis abordagens por estarem armados com bastões de choque, lança-chamas e pistolas.
 
Se vocês estão se perguntando porque não utilizaram essa arma contra o alien, foi por causa de um mero detalhe: o sangue do alien é ácido e capaz de abrir uma brecha na nave. Por isso que tiveram que usar os bastões e o lança-chamas.
 

Bibliografia:



As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Guerra dos Oitenta Anos

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra dos Oitenta Anos

(1568-1648)

Espanhóis e holandeses lutam pelo controle do Porto de Antuérpia.
 
 
Facções: Províncias Unidas, Inglaterra e França (William, O Silêncioso) x Império Espanhol (Filipe II, III e IV).
 
Forças: Desconhecidas.
 
Perdas: Desconhecidas.
 
Resultado: Paz de Münster; Espanha reconhece a independência da Holanda, mas continua ocupando a Bélgica e Luxemburgo.
 
Local: Países Baixos e algumas colônias espanholas pelo mundo.
 
Área Vermelha (Império Espanhol); Área Vinho (Província Rebelde da Holanda); Setas Vermelhas (Ataques Espanhóis); Seta Verde (Ataque Britânico); Setas Laranjas (Ataques Franceses); Cruzes Pretas (Batalhas e Cercos).
 
 
A Guerra: O país chamado de Holanda foi no século XVI E XVII uma região da Europa controlada pela Espanha e que demorou oitenta anos para ganhar sua independência. Os holandeses, famosos por serem grandes artistas e comerciantes, foi o primeiro povo europeu a estabelecer uma liberdade de expressão contra um governo tirânico e também de criar uma oligarquia voltada para o povo.
 
Carlos V, rei da Espanha e do Sacro Império Romano, não era nem espanhol ou germânico e sim belga de nascimento. Por causa de vários acontecimentos dinásticos fizeram com que Carlos V fosse dono de metade da Europa. Foi também durante seu governo que ocorreram as expansões espanholas pelo Novo Mundo. Por causa da idade avançada, em 1556, Carlos V abdicou do trono e passou o comando do império para Felipe II, seu filho. Porém, Felipe II odiava os povos dos Países Baixos e os considerava como meros escravos da Espanha. Em 1568, os Países Baixos iniciavam uma violenta revolta contra o domínio espanhol na região. O principal motivo era que os holandeses eram calvinistas e não aceitaram a proposta de Felipe de se converterem ao catolicismo.
 
Felipe, irritado com a decisão dos holandeses de resistirem ao catolicismo, enviou milhares de soldados sob o comando dos duques de Alva e Parma para esmagar a revolta. Mesmo tendo os melhores soldados da Europa, na época, os espanhóis iriam enfrentar a fúria de uma população que queria independência e liberdade. Como um ato de desespero, os holandeses destruíram a maioria de seus diques e isso causou imensas inundações em várias partes da Holanda, atrasando ainda mais o avanço espanhol. Em 1581, os principais líderes políticos e comerciais da Holanda proclamaram diante do povo que Felipe II não era mais o dono dos Países Baixos. Com essa declaração, a população pegou em armas e avançou contra o exército espanhol. Tal ato militar seria repetido pelos ingleses, americanos e franceses nos próximos anos.
 
Quando a Inglaterra enviou tropas para ajudar os holandeses, Felipe II enviou a Armada Espanhola para invadir a ilha e derrubar o reino protestante da Rainha Elizabeth I em 1588. Após o desastre que se seguiu com a destruição da Armada, Felipe começou a perder força na sua campanha contra os holandeses. Mas, os espanhóis não queriam perder tal território e continuaram a lutar até 1609, quando ambos os lados assinaram uma trégua. Porém, nove anos depois, a guerra recomeçou nos Países Baixos quando teve início a Guerra dos Trinta Anos no Sacro Império Romano. Foi durante esse novo período do conflito que os holandeses se mostraram excelentes navegadores e atacavam sem dó navios espanhóis na Europa e no Caribe. Em 1648, com o fim da Guerra dos Trinta Anos, a Espanha finalmente aceitou a derrota contra os holandeses e reconheceu a independência da Holanda, mas, a Espanha continuaria controlando a Bélgica e Luxemburgo.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:




As Maiores Batalhas e Guerras da História - As Guerras Religiosas Francesas

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

As Guerras Religiosas Francesas

(1562-1593)

Tropas católicas massacram os habitantes protestantes de São Batolomeu.
 

Facções: Protestantes (Henrique de Navarra) x Reino da França (Catarina de Médici) x Católicos (Duque de Guise).
 
Forças: Desconhecidas.
 
Perdas: Mais de 4.000.000 de mortos e feridos.
 
Resultado: Acordo Instável de Paz entre Católicos e Protestantes.
 
Local: Toda a França.
Áreas Azuis (Reino da França); Área Roxa (Território Católico); Área Verde (Território Protestante); Setas Roxas, Azuis e Verdes (Ações Militares).
 
A Guerra: Quando Martinho Lutero iniciou seu protesto contra a Igreja Católica Romana em 1517, imediatamente pequenos grupos protestantes surgiram pela Europa como: luteranos, calvinistas, anabatistas e muitos outros. O Reino da França imediatamente deu seu apoio para a Igreja. Porém, algumas províncias francesas se juntaram as ideias de João Calvino e se tornaram os  chamados huguenotes.
 
Por muitos anos, a França seguia a doutrina "um rei, uma lei e uma religião". Mas, depois de 1550, o reino estava dividido entre católicos e huguenotes. Outros países europeus enviaram ajuda para o que estava prestes a acontecer. A Espanha despachou milhares de soldados para apoiar os católicos, já a Inglaterra e os Países Baixos enviaram mercenários para ajudar os huguenotes.
 
A guerra civil teve início em 1562. O caso mais brutal da guerra foi quando Carlos IX convidou os líderes huguenotes para Paris, numa homenagem ao casamento da irmã de Carlos com o rei espanhol Henrique de Navarra, que era huguenote. Mas, o evento era na verdade uma armadilha montada por Carlos, que era influênciado pela mãe, Catarina de Médici, para massacrar os huguenotes. Carlos deu o sinal para seus homens que mataram a maioria dos huguenotes que estavam em visita a Paris. Em outras cidades francesas outros atos parecidos aconteceriam e mais de 20.000 huguenotes seriam assassinados em uma semana de terror.
 

Os católicos acreditavam que após o massacre dos lideres huguenotes, o resto dos protestantes desistiriam de seguir tal ideia e retornariam para o catolicismo. Porém, os huguenotes se reagruparam e contra-atacaram com bastante violência. A luta de início foi bem devagar. Mas, em 1580, a guerra civil alcançou seu momento de violência quando ocorreu a "guerra dos três Henriques". Henrique III, que substituiu Carlos IX, lançou ataques contra os católicos sobre o comando do Duque de Guise, também chamado de Henrique e contra Henrique da Espanha que liderava os huguenotes. A guerra chegaria ao seu fim, quando Henrique III foi esfaqueado até a morte por um louco enquanto visitava um hospital em Paris. Cansados de tanta matança, os franceses queriam que Henrique da Espanha se covertesse ao catolicismo e assumisse o trono da França. Em 1594, Henrique se converteu ao catolicismo e assumiu o título de Henrique IV. Nesse mesmo ano, ele finalizou a guerra entre católicos e protestantes por toda a França.
 
 

Curiosidades:

  • Em 1598, Henrique IV promulgou o Edito de Nantes, que declarava que o catolicismo era a religião da maioria dos franceses. Os protestantes podiam continuar a morar na França, mas a maioria partiu para a Inglaterra e os Países Baixos.

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Batalha de Cajamarca

 

As Maiores Batalhas e Guerras da Hitória

A Batalha de Cajamarca

(1532)

Tropas espanholas lançam seu ataque surpresa na guarda pessoal do Inca.
 
 
Facções: Império Espanhol (Francisco Pizarro) x Império Inca (Atahualpa).

Forças: 168 soldados e 4 canhões espanhóis x 8.000 guardas reais.

Perdas: 5 espanhóis mortos e um ferido (Pizarro); 2.000 incas mortos e mais de 5.000 capturados.

Resultado: Decisiva Vitória Espanhola; Queda do Império Inca.

Local: Cajamarca, Peru.

Área Marrom (Império Inca); Seta Vermelha (Força Espanhola); Seta Azul (Exército Inca); Círculo Preto (local da batalha).
 
 
A Batalha: Anos após a queda do Império Asteca, os espanhóis criaram uma nova expedição para explorar o sul do novo continente. A expedição era liderada por Francisco Pizarro, que comandava uma força de 168 soldados, 60 cavalos e 4 canhões. Seu objetivo era achar mais ouro e estabelecer novas colônias para o Império Espanhol.
 

Em 1531, Pizarro desembarcou na costa oeste do Peru e iniciou seu avanço para o sul. Alguns dias após o desembarque, Pizarro adentrava o enorme Império Inca. O império era governado pelo Inca, o líder supremo e não tinha nenhum contato com o mundo externo por causa das montanhas que isolavam os incas com outros povos americanos. Quando os espanhóis chegaram, estes rapidamente avançaram e saquearam as centenas de vilas incas pelo norte do Império, sem encontrar resistência.

Os incas haviam acabado de sair de uma guerra civil entre dois irmãos (Atahualpa e Huáscar), que queriam o trono do valecido Inca, deixaram boa parte de seu império em ruínas. Quando Atahualpa venceu seu irmão em 1532, este imediatamente mobilizou todo o exército inca e marchou para Cajamarca, uma vila localizada num platô bem na entrada da Cordilheira dos Andes.

Mesmo intimidado pela força inimiga que o alcançava, Pizarro não recuou e marchou com seu pequeno exército para confrontar esse poderoso império. Pizarro liderou seu exército por montanhas e desertos, onde poderiam ter sido emboscados e destruídos pelos incas. Porém, Atahualpa ficou curioso e permitiu que o invasor o alcançasse em Cajamarca. Foi um grave erro. Quando Pizarro finalmente chegou a Cajamarca, ele ficou estupefato pelo tamanho do exército inca acampado fora da vila: 30.000 guerreiros.

Pizarro ocupou Cajamarca e despachou seu braço direito, Hernando de Soto, para "convidar" o imperador inca para uma conversa. O Inca aceitou o convite e marchou com sua guarda pessoal de 8.000 homens para Cajamarca. Pizarro confrontou Atahualpa e ordenou que o Inca ajoelhasse diante de Deus. Atahualpa pegou uma bíblia das mãos de um frei que acompanhava as tropas e jogou o livro no chão gritando que ele era Deus. Pizarro aproveitou o momento para lançar sua armadilha.

Pizarro então gritou contra o Inca e escondidos nas cabanas da vila toda a tropa espanhola com 4 canhões atacou a guarda real. Por causa do barulho dos canhões boa parte da guarda desertou e fugiu. O restante tentou proteger seu líder mas, caiu diante das armas espanholas. Atahualpa lutou contra Pizarro (ferindo o líder espanhol na cabeça), mas acabou capturado. Mais de 2000 incas estavam mortos contra 5 espanhóis mortos no início do ataque. Dias depois, Atahualpa tentou negociar com Pizarro por sua liberdade em troca de toda a riqueza do Império Inca, mas, acabou julgado como infiel e decapitado pelos espanhóis. Com isso todo o Império Inca caía nas mãos dos espanhóis.
 
 

Curiosidades:

  • A Batalha de Cajamarca é considerada até hoje a batalha mais desigual e traiçoeira da História.
 
  • Em 1541, Pizarro acabaria sendo morto pelos seus próprios homens após o retorno da longa conquista da América do Sul. O motivo: toda a riqueza que o espanhol roubou dos incas, mas que não planejava dividir com ninguém.
 
 

Bibliografia:

Terror no Espaço - Curiosidades

 

Como os Xenomorfos (Aliens) Enxergam?

Esse raio-x é aterrorizante!
 
Não se sabe ao certo como os xenomorfos enxergam. Mesmo que em seus crânios há dois buracos onde deveriam ter os olhos, não existe nenhuma explicação sobre esse detalhe. Mas existem três teorias sobre isso:
 
  • Teoria 1: Os xenomorfos utilizam eco-localização (igual aos morcegos) para visualizar o ambiente que está e localizar possíveis alvos. Por isso que eles adoram gritar e chiar com bastante frequência quando encontram alguma coisa ou estão perdidos em algum lugar desconhecido.
 
  • Teoria 2: Os xenomorfos podem "enxegar" os feromônios de outros seres e deles mesmos. Cada indivíduo que o alien vê é apresentado na forma de uma aura colorida que cerca a forma de vida. É um jeito do alien identificar uma possível ameaça. Tal método foi bastante usado na franquia de jogos do AVP.
 
  • Teoria 3: Os xenomorfos possuem uma segunda "boca" dentro da primeira, que parece mais uma língua, para atacar e eliminar suas presas. Mas, em algumas ocasiões, a língua é utilizada como uma forma de tato para o alien saber onde está indo. Em algum lugar da língua, há detectores de movimento que ajudam o alien a localizar suas vítimas ou para fugir de uma emboscada. Também é utilizada para intimidação.

E são essas teorias que existem sobre a visão do alien. E vocês? Quais as suas teorias sobre a visão do alien. Deixem suas respostas nos comentários! Obrigado!


Bibliografia:





As Maiores Batalhas e Guerras da História - O Cerco de Tenochtitlán

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Batalha e o Cerco de Tenochtitlán

(1521-1522)

Espanhóis avançam contra a capital do Império Asteca.
 
 
Facções: Espanha e Tribo Tlaxcala (Hernán Cortéz) x Império Asteca (Montezuma II).
 
Forças: 1400 espanhóis, 200.000 nativos aliados e 16 canhões x 300.000 astecas e aliados.
 
Perdas: 860 espanhóis, 20.000 nativos e 200.000 astecas mortos e feridos.
 
Resultado: Decisiva Vitória Espanhola/Tlaxcala; Queda do Império Asteca.
 
Local: Tenochtitlán (atual Cidade do México).
 
Área Azul (Império Asteca); Setas Vermelhas (Invasão Espanhola); Círculo Preto (Local do Cerco).
 
 
A Batalha: Após a descoberta por Cristóvão Colombo de novas e desconhecidas terras além do Atlântico, rapidamente a Espanha mobilizou uma expedição militar para ocupar o maior número possível de terras antes que outras nações tivessem a mesma oportunidade. A primeira expedição foi comandada por Hernán Cortéz.
 
Em 1521, Cortéz desembarcou na costa do México. Sua força era composta por 1400 homens, 100 cavalos e 16 canhões. Sem ter uma ideia da extensão do Império Asteca, Cortéz avançou contra a capital de Tenochtitlán em busca de ouro. Em Novembro do mesmo ano, Cortéz chegou aos arredores da cidade, que ficava numa ilha artificial no meio de um lago, e iniciou um série de saques e ataques contra as tribos locais. O terror se espalhou pela população e o imenso exército asteca não sabia o que fazer contra homens armados com armas de fogo e armaduras. Em pouco tempo, os espanhóis invadiram o centro da capital e levaram tudo que era de ouro e prata de seus habitantes. Como garantia que os astecas não os atacariam no caminho de volta, Cortéz raptou o Imperador Asteca Montezuma II.
 
Quando notícias de seus feitos alcançaram a coroa espanhola, o rei despachou uma frota com mais 600 homens para prender Cortéz e trazer todos os tesouros de volta para a Espanha. Quando Cortéz soube que o rei havia mandado uma força para prende-lo, ele deixou metade de sua tropa na capital e partiu para confrontar seus conterrâneos. Após um breve combate no litoral, Cortéz conseguiu o apoio dos homens do rei após mostrar as relíquias que obteve dos astecas. Com um problema resolvido outro surgiu na capital asteca.
 
Quando Cortéz retornou em Junho de 1522, os astecas iniciaram uma violenta revolta que forçou os espanhóis e seus aliados nativos a abandonar a cidade e deixar boa parte dos saques para trás. Tal evento ficou conhecido como a "Noite Triste" onde mais de 500 espanhóis e 10.000 nativos aliados morreram nas mãos dos astecas. Entre os mortos estava Montezuma.
 
Após essa horrível retirada, Cortéz começou a construir um novo exército de nativos vindos das tribos totonaca e tlaxcala que odiavam os astecas com seus ridículos sacrifícios humanos. Em Maio de 1522, Cortéz cercou a capital asteca e iniciou um novo embate. O seu oponente era um mero regente asteca que decidiu lutar até a morte contra os invasores. Depois de dois meses de cerco, os espanhóis finalmente adentraram o centro da cidade e aniquilaram seus últimos habitantes. Todo o tesouro asteca foi roubado e quase todos os seus edifícios destruídos. Com isso estava aberto o início do desenvolvimento das futuras nações da América Latina.
 
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia: