As Maiores Batalhas e Guerras da História - Cisplatina

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra da Cisplatina

(1825-1828)

Tropas brasileiras marcham para a Cisplatina
 
Facções: Argentina e Uruguai (Juan Antonio Lavalleja) x Império do Brasil (Dom Pedro I).

Forças: Desconhecidas.

Perdas: Desconhecidas.

Resultado: Cisplatina se separa do Brasil e se transforma no Uruguai; Brasil reconhece a independência uruguaia; Brasil ocupa as Missões Orientais da Argentina.

Local: Cisplatina e Rio Grande do Sul.

Setas Vermelhas (Invasão Argentina da Cisplatina); Setas Laranjas (Invasão Argentina do Rio Grande do Sul); Setas Azuis (Contra-ataques brasileiros); Cruzes Pretas (Batalhas).
 
A Guerra: Em 1821, o Brasil invadiu a Bacia Oriental do Uruguai e a transformou na Província da Cisplatina. O local era de grande importância estratégica, pois controlava a rota comercial marítima da Boca do Rio da Prata. A população local não aceitava a ocupação brasileira e já planejava iniciar uma revolta. Recebendo apoio da Argentina, os uruguaios pegaram em armas e iniciaram a revolta contra os brasileiros.
 
Em 1825, tropas argentinas desembarcaram no sul da Cisplatina e marcharam para Montevidéu, capital da província. Quando os argentinos entraram na capital, eles foram recebidos pelo general uruguaio Frutuoso Rivera e este proclamou a independência da província.
 
Quando soube da revolta e da invasão argentina, o imperador Dom Pedro I despachou uma frota para bloquear a Boca do Rio da Prata. Como represália, a Argentina invadiu o Rio Grande do Sul. Com essa invasão em andamento, o governo imperial teve que desviar várias tropas e equipamentos que estavam esmagando várias revoltas internas pelo país para se focar na questão da Cisplatina. Porém, o exército brasileiro se encontrava em péssimo estado para entrar numa guerra externa. O governo imperial não tinha muito dinheiro para financiar uma guerra fora de seu território. Não existia transporte para as tropas ou artilharia e a cavalaria só possuía cavalos muito jovens ou doentes.
 
Mesmo com esses vários problemas, Dom Pedro I queria entrar na guerra e derrotar a Argentina. Para poder fazer isso, o imperador contratou milhares de mercenários europeus, com o pouco dinheiro público que ainda restava e os mandou para, expulsar a Argentina do Rio Grande do Sul e retomar o controle da Cisplatina.
 
Porém, o Brasil começou a sofrer uma pesada pressão européia. Inglaterra e França estavam preocupadas com a guerra na região e contra o bloqueio naval que o Brasil estabeleceu no Rio da Prata que estava prejudicando o comércio europeu com Montevidéu e Buenos Aires.
 
Em 1827, as tropas imperiais de Dom Pedro I foram derrotadas na Batalha do Passo do Rosário. Mesmo não tendo condições de derrotar a revolta, a guerra durou até 1828, por insistência de Pedro I.
Em 1828, a Inglaterra interveio e forçou o Brasil e a Argentina a assinarem um acordo de paz e reconhecerem a independência da Cisplatina, agora chamada de Uruguai.
 
Com essa enorme derrota, o Brasil entraria num longo e conturbado período cheio de problemas internos e na infraestrutura do governo imperial. Dom Pedro I renunciaria e retornaria para Portugal, deixando seu herdeiro, Dom Pedro II, no trono de imperador do Brasil. Para piorar, os países vizinhos do Brasil começaram a temer possíveis expansões territoriais brasileiras e reforçaram ainda mais suas fronteiras com o Brasil, prejudicando a economia local.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:



Terror no Espaço - Curiosidades (Alien 3)

 

O Que Aconteceu com Morse após os Eventos de Alien 3?

Pobre coitado. Sobreviveu um verdadeiro inferno e ainda sim teve uma vida miserável e difícil.
 
Robert Morse foi o único sobrevivente do Incidente de Fiorina 161 onde um único alien dizimou mais de 24 presos e funcionários. Ele testemunhou o sacrifício de Ellen Ripley para evitar que a rainha alien que ela carregava caísse nas mãos da Companhia. Depois da morte de Ripley, a Companhia desativou a prisão e levou Morse para uma prisão industrial controlada pela própria Companhia. Durante a viagem, agentes da Companhia ameaçaram Morse de execução caso ele falasse de qualquer coisa sobre o alien ou a Companhia em si.
 
Meses após o incidente e morando numa prisão industrial, Morse decidiu escrever um livro do que realmente aconteceu em Fiorina, por causa de horríveis pesadelos sobre a criatura, e desobedeceu as ordens da Companhia. Morse escreveu a "Besta do Espaço" e o lançamento foi um fracasso. Quase ninguém comprou o livro e logo a Companhia baniu a venda de tal material pelas outras colônias. Morse ficaria preso na solitária por um ano como punição, mas logo voltaria a trabalhar.
 
25 anos depois do incidente em Fiorina, Morse morreu de causas naturais na prisão onde morava. Mesmo sendo esquecido pelo resto da História, seu livro finalmente ganharia importância 200 anos depois quando uma androide avançada chamada Call baixou dados confidenciais da Companhia e descobriu o livro. Essa informação daria a Call o motivo para se vingar dos humanos que haviam destruído sua nação alguns anos atrás. Assim finalizava o legado de Morse no Universo Alien.
 

Bibliografia:

  • Xenopedia - The Alien vs Predator Wikia - Morse (página em inglês).

As Maiores Batalhas e Guerras da História - Grécia

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra da Independência Grega

(1821-1832)

Gregos e otomanos lutam pelo controle da Acrópole de Atenas.
 
Facções: Revolucionários Gregos (Filiki Eteria) x Império Otomano (Mahmud II).

Forças: Desconhecidas.

Perdas: 25.000 gregos e 20.000 otomanos mortos ou feridos.

Resultado: Vitória Grega; Estabelecido a Primeira República Helênica.

Local: Toda a Grécia.

Áreas Azuis (Locais da revolta); Setas Vermelhas (Ataques otomanos); Cruzes Pretas (Batalhas); Setas Azuis Claros (Avanços Gregos).
 
A Guerra: A Grécia estava sob controle do Império Otomano desde 1456, após a queda de Constantinopla, e seu povo sofria nas mãos dos otomanos. Mas, com o passar dos anos, dois movimentos de resistência surgiram para acabar com essa tirania. O primeiro grupo era o "Sociedade de Amigos" formado pelos líderes políticos e intelectuais da literatura grega e se concentrava nas maiores cidades gregas. Já o segundo grupo era os "Kleptos", os habitantes rurais e montanheses da Grécia, que já praticavam uma longa luta armada contra os otomanos.
 
A revolução grega teve início em 1821 e pegou os otomanos de surpresa. Depois de várias vitórias, os líderes gregos declararam a independência na cidade de Epidauro. Em 1822, os otomanos retaliaram com um grande ataque contra a fortaleza de Missolongi, na entrada do Golfo de Corinto, mas foram derrotados e recuaram para Atenas. Aproveitando a retirada otomana, os gregos libertaram Trípoli e Atenas após brutais combates. Com Atenas livre, os líderes gregos deram uma pausa na revolução e começaram a estabelecer um governo civil. Vendo uma oportunidade, o sultão otomano pediu por reforços do paxá (governador) do Egito para esmagar a revolta.
 
Depois de uma longa mobilização, o paxá do Egito despachou seu filho, Ibrahim, com metade do exército egípcio e conquistou Missolongi em 1826. No ano seguinte (1827), Ibrahim recapturou Atenas e Morea. Com essas enormes derrotas, os gregos acreditavam que seu sonho por liberdade estava acabado diante da união entre o Império Otomano e o Egito.
 
Influenciados e motivados pela luta de independência da Grécia, os líderes da Inglaterra, da França e da Rússia assinaram um protocolo pedindo a retirada das tropas egípcias da Grécia. Porém, nem os otomanos e nem os egípcios deram bola a tal protocolo e continuaram com sua campanha contra os gregos. Essas três nações montaram uma expedição militar para salvar a Grécia. Durante a longa viagem pelo Mediterrâneo, a frota aliada destruiu a frota turca na Batalha de Navarino em 1827 e enfraqueceu o poderio otomano na região.
 
Em 1828, os russos deram início a uma nova guerra no Cáucaso para pressionar ainda mais os otomanos. Em 1829, o Império Otomano e o Egito aceitavam a derrota e assinavam o Tratado de Adrianópolis, que reconhecia a autonomia da Grécia. Foi só em 1832, que os otomanos reconheceram a independência da Grécia no Tratado de Londres.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:



As Maiores Batalhas e Guerras da História - México

 As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra de Independência do México

(1821-1823)

Forças mexicanas e espanholas se enfrentam no interior do México.
 
Facções: Insurgentes mexicanos (Vicente Guerrero) x Império Espanhol (Ferdinando VII).

Forças: 123.100 mexicanos x 17.000 espanhóis.

Perdas: Mexicanos: 7.000 mortos e feridos x Espanhóis: 2.000 mortos e feridos.

Resultado: Independência Mexicana.

Local: Todo o México.

Áreas Vermelhas (Fortalezas Espanholas) e Setas Azuis (Ataques Rebeldes).
 
A Guerra: Sofrendo nas mãos dos espanhóis desde a queda do Império Asteca pelo líder espanhol Hernán Cortéz, os habitantes do México há muito tempo pensavam em se tornar livres. A oportunidade surgiu durante as Guerras Napoleônicas, quando a Espanha virou um enorme campo de batalha e seu governo ficou bastante enfraquecido após a guerra contra Napoleão.
 
Após a queda de Napoleão, Ferdinando VII assumiu o trono espanhol, mas sofreu para reconstruir um Império arruinado pelas Guerras Napoleônicas. Aproveitando o caos na Espanha, os mexicanos começaram a criar grupos rebeldes a favor da independência. O general espanhol Augustín de Iturbide reuniu 2500 homens para esmagar esses grupos rebeldes. Seu adversário foi o líder rebelde Vicente Guerrero.
 

Ambos se enfrentariam em várias pequenas batalhas, mas no fim acabariam juntando forças e estabelecendo o Plano de Iguala que clamava pela formação de uma monarquia independente e igual para todos os mexicanos. Esse plano acabou chamando a atenção de outros líderes rebeldes que queriam ver o fim do domínio espanhol no México. Sobre forte pressão de vários grupos rebeldes, o exército espanhol desertou em grandes números e isso forçou o vice-rei Juan O'Donoju a se render e reconhecer a independência do México em 1821. No ano seguinte, 1822, Iturbide foi proclamado pelo povo como imperador e este aproveitou para estabelecer o Primeiro Império Mexicano.

Porém, o Império não durou muito. Iturbide teve enormes dificuldades para coletar impostos e ainda havia um batalhão espanhol isolado na Fortaleza de San Juan de Ulloa, perto de Veracruz, que lançava vários ataques de saques contra as vilas da região. Iturbide despachou uma legião de soldados, liderados pelo General Antonio Lopez de Santa Anna para esmagar a fortaleza. A missão foi um sucesso, mas, Santa Anna já planejava com seu exército fazer um golpe de estado contra Iturbide e estabelecer uma República.

Em 1823, Santa Anna e o general Guadalupe cercaram a Cidade do México e criaram o Plano Casa Mata, a alteração do governo e da constituição. Vendo que estava sozinho contra todo o México, Iturbide abdicou o trono e entregou o poder para Guadalupe que anunciou o início da Primeira República Mexicana.

Não há curiosidades.

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - Peru

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra de Independência do Peru

(1820-1825)

O herói argentino, San Martín, proclama a independência do Peru na capital Lima.
 
Facções: Exército da Libertação Unida (San Martín e Simón Bolívar) x Império Espanhol (Ferdinando VII).
 
Forças: Desconhecidas.
 
Perdas: Desconhecidas.
 
Resultado: Peru se torna independente do poder espanhol.
 
Local: Todo o Peru.
 
Setas Azuis (Expedição de San Martín); Setas Verdes (Expedição de Simón Bolivar); Cruz Azul (Vitória naval rebelde); Áreas Vermelhas (Fortalezas Espanholas).
 
A Guerra: A revolução que libertou o Peru do controle da Espanha foi instigada por forças externas. Desde a conquista de Pizarro em 1532, o Peru foi transformado no centro administrativo espanhol de todas as colônias na América do Sul. Lar das famosas frotas cheias de ouro e tesouros incas, o Peru foi a colônia mais leal e duradoura de todo o Império Espanhol, diferente de seus vizinhos sul-americanos que lutavam pela liberdade e independência.
 
José de San Martín, líder revolucionário e libertador da Argentina e do Chile, reuniu mais de 5000 argentinos e chilenos para libertar o Peru. Ele começou sua campanha em 1820 quando desembarcou em Pisco, no sul do Peru. Após o desembarque, San Martín avançou até Huacho e lá se encontrou com membros da guerrilha peruana. O Vice-Rei espanhol abandonou Lima e concentrou quase todo o seu exército nas Montanhas Sierras, onde várias fortalezas foram construídas.
 
Em 1821, San Martín adentrou Lima e lá foi recebido pela população como um salvador. Dias depois, San Martín declarou a independência do Peru. Porém, San Martín sabia que não tinha forças suficientes para aniquilar os espanhóis nas Montanhas Sierras. Então, ele chamou um poderoso aliado no norte: Simón Bolívar. San Martín se encontrou com o líder colombiano em Guayaquil e passou o comando de suas tropas para Simón. Em 1822, San Martín deixou o Peru e voltou para a Argentina para iniciar a construção do primeiro governo argentino.
 
Aproveitando a retirada de San Martín na campanha, o vice-rei espanhol reuniu seu grande exército e marchou para retomar Lima. Enquanto isso, Bolívar e seu oficial de confiança De Sucre, chegaram ao Peru em 1823 com um pequeno exército colombiano e venezuelano. Em 1824, uma frota espanhola, que trazia novos reforços de Cuba, foi atacada e destruída pela frota de Bolívar perto da vila de Junin. No final de 1824, De Sucre obtinha uma grande vitória em Ayacucho, quando quase destruiu todo o exército espanhol do vice-rei. Em desespero, a Espanha enviou emissários para negociar a retirada das tropas remanescentes do Peru.
 
Em 1825, Bolívar e De Sucre avançaram para o interior montanhoso do Peru e após uma árdua campanha, derrotaram as últimas tropas espanholas da antiga colônia. A guerra finalmente chegava ao fim. Porém, o vice-rei escapou com sua guarda para o Alto Peru, onde negociou com Bolívar em estabelecer dois governos independentes na região: assim nascia o Alto Peru da Bolívia (futura Bolívia). Bolívar se tornou o primeiro presidente do Peru, antes de voltar para a Colômbia, enquanto De Sucre se tornou o primeiro presidente da Bolívia, quando o vice-rei foi expulso do novo território espanhol.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:




As Maiores Batalhas e Guerras da História - Waterloo

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Batalha de Waterloo

(1815)

Cavalaria britânica lança-se ao ataque contra o exército francês de Napoleão em Waterloo.
 
Facções: Império Francês (Napoleão Bonaparte) x Sétima Coalizão (Duque de Wellington - Inglaterra).
 
Forças: Franceses: 73.000 homens e 252 canhões x Aliados: 118.000 homens e 156 canhões.
 
Perdas: Franceses: 26.000 mortos e feridos e 7.000 capturados; Aliados: 24.000 mortos e feridos.
 
Resultado: Decisiva Vitória da Coalizão.
 
Local: Waterloo, Bélgica.
 
Setas Vermelhas (Ofensivas Francesas); Setas Azuis (Contra-Ataques Aliados); Cruzes Marrons (Batalhas Secundárias); Cruz Preta (Batalha de Waterloo).
 
A Batalha: Depois do desastre em Trafalgar, Napoleão decidiu se focar na campanha terrestre para conquistar o resto da Europa para o Império Francês. Em 1806, ele derrotou os prussianos e os austríacos numa extraordinária campanha. Em 1807, a Rússia tentou invadir o novo território francês, mas acabou derrotada em várias batalhas contra Napoleão. Alexandre I, czar da Rússia, decidiu unir forças com Napoleão contra o Império Britânico, pois Napoleão queria esmagar a Inglaterra por um bloqueio econômico pelo continente europeu.
 
Depois de várias vitórias inglesas, no comando do duque de Wellington, sobre os franceses em Portugal e na Espanha, com medo de perder o controle de seu recém-estabelecido império na Europa, Napoleão reuniu 600.000 homens para invadir e conquistar a Rússia. Seu objetivo central era de derrubar o reinado de Alexandre I, pois o líder russo não cumpriu o trato feito com Napoleão sobre o bloqueio continental contra a Inglaterra e voltou a negociar economicamente com os ingleses. Mas, a campanha na Rússia foi um imenso desastre militar para Napoleão. Seu "grande" exército foi destruído pela resistência russa, seu imenso território e pelo brutal inverno de 1812 a 1813.
 
Em 1814, uma enorme coalizão foi formada e invadiu a França. Napoleão tentou tudo para manter os invasores longe de Paris, mas, pressionado por seus generais, Napoleão abdicou ao trono e se rendeu para o inimigo. Como punição, foi enviado para uma prisão britânica na ilha de Elba, no Mediterrâneo. Porém, sua estadia na ilha duraria pouco tempo. Com ajuda de seguidores leais, Napoleão escapou de Elba, em 1815, voltou a França e iniciou um novo levante popular contra o mais novo monarca Luís XVIII. Quando exilou Luís XVIII e assumiu o trono, Napoleão avisou as outras nações européias que ele queria a paz e não mais a guerra. Mas, ninguém acreditou na história. Em Junho, uma nova coalizão européia foi formada e invadiu a França para destruir Napoleão de vez. Mas, como sempre, Napoleão facilmente derrotou seus inimigos, incluindo o duque de Wellington e o marechal prussiano Blucher.
 
Napoleão derrotou os prussianos em Ligny, em 12 de junho, e rumou para Bruxelas, capital da Bélgica. No caminho, Napoleão se deparou com um exército inglês e dinamarquês, comandado pelo duque de Wellington no Monte Saint Jean, perto de Waterloo. Em 18 junho, Napoleão se uniu ao seus marechais e mostrou seu plano para acabar com Wellington. Ele começaria a batalha com um imenso ataque de artilharia por duas horas. Depois faria um ataque direto com toda a infantaria para eliminar os sobreviventes do bombardeio. Um de seus marechais, informou Napoleão que os britânicos eram excelentes atiradores e podiam facilmente dizimar a infantaria francesa, mas, Napoleão não deu bola pelo conselho e lançou o ataque como havia planejado.
 
Napoleão iniciou o combate avançando toda a sua infantaria, com forte apoio de artilharia, contra as linhas britânicas que estavam espalhadas pelo local. Porém, as tropas de Napoleão só conseguiram obter ganhos territoriais no flanco esquerdo, enquanto no flanco direito e no centro a infantaria foi rechaçada com grandes baixas. Aproveitando a brecha dos ingleses no flanco esquerdo, Napoleão despachou toda a sua cavalaria, comandada pelo marechal Michel Ney, contra a retaguarda do exército britânico, onde estava localizada a artilharia e a reserva dinamarquesa. Mas, os dinamarqueses estavam em formação de quadrados e facilmente dizimaram a cavalaria francesa. Talvez o maior erro de Napoleão na batalha inteira foi de ter mantido na reserva sua poderosa Guarda Imperial, formada pelos melhores e mais bem treinados soldados do Império Francês, nesse momento decisivo.
 
Porém, Napoleão notou uma coluna de fumaça vindo a sudoeste de sua posição e ele concluiu que eram os prussianos de Blucher vindo ajudar os britânicos. Foi esse o principal motivo de não ter usado a Guarda Imperial na hora exata. Quando Napoleão despachou toda a Guarda Imperial contra os britânicos, já era tarde demais, Wellington havia recuperado seu flanco esquerdo e restabelecido sua linha original de batalha. A Guarda tentou contornar as defesas britânicas pela retaguarda, mas acabaram sendo surpreendidos por tropas holandesas escondidas em trincheiras camufladas. Quando a Guarda começou a sofrer horrendas baixas, os sobreviventes, veteranos de todas as campanhas que Napoleão venceu na Europa anos antes, fugiaram em desespero para seu general. Foi esse momento que Wellington esperava. O duque subiu no seu cavalo e ordenou o ataque final britânico sobre os franceses.
 
O exército francês se desmachou com o imenso ataque aliado e mais de 26.000 franceses morreram. Outros 7.000 franceses foram capturados. Porém, os britânicos e seus aliados sofreram enormes perdas também com um total de 24.000 mortos e feridos. Dias após a última batalha de Napoleão, o imperador francês se rendeu para Wellington e acabou enviado para a Ilha de Santa Helena no Atlântico. Foi nessa prisão que Napoleão viveu seus últimos anos escrevendo sua grande biografia até a sua morte por envenenamento feito pelos britânicos. Assim, terminava uma era em que um único homem dominou sozinho o continente europeu.
 

Curiosidades:

  • No filme ítalo-russo "Waterloo", de 1970, o ponto central desse épico de guerra é a batalha de Waterloo. É o melhor filme para entender como foi a batalha e as decisões estratégicas de seus líderes. É também o filme de guerra que usou mais de 10.000 figurantes para reconstruir com perfeição os principais eventos dessa épica batalha.
 
  • Na franquia de jogos de estratégia para PC, "Total War", há uma versão totalmente focada nas Guerras Napoleônicas e a batalha de Waterloo é uma das missões principais da campanha do jogo.
 
  • A batalha é estudada até hoje pelas principais escolas militares, pois é considerada uma das batalhas mais complexas e exemplares da História.

Bibliografia:




Terror no Espaço - Curiosidades (Aliens, o Resgate)

 

A Resistência Final em LV-426

Parece sinistro, mas há mais de 70 famílias morando nesse fim de mundo!
 

LV-426, um mundo que nunca seria esquecido pelo o que aconteceu lá. Mesmo sendo um planeta desolado, é um local rico em vários tipos de minérios diferentes. Com o apoio financeiro da WY, mais de 100 colonos construíram uma grande colônia no planeta chamada de a Esperança de Hadley. Com o passar dos anos, a população cresceria para 150 habitantes e seria frequentemente visitada por cargueiros que vinham buscar o minério extraído.

Mas, durante os eventos de Aliens, O Resgate, a WY despachou um comunicado para os colonos procurarem por um objeto misterioso e contatar a companhia quando fosse localizado. Porém, o tal objeto era na verdade a nave alienígena que a Nostromo encontrou 57 anos atrás. Após semanas de procura, uma equipe liderada pelos Jordans, encontrou a nave. Porém, um membro da equipe foi infectado e enviado para a colônia. Era o início do pesadelo.

Após a descoberta pelos Jordans, mais colonos foram enviados para analisar a situação da nave e pelos menos uma meia dúzia foi infectada. Como forma de segurança, o pequeno destacamento de fuzileiros coloniais, que haviam chegado alguns dias antes, cercou a nave para impedir a entrada de outros colonos. Porém, era tarde demais, todos os infectados deram a luz a vários aliens, incluindo uma rainha, que escaparam para o transformador atmosférico e estabeleceram um enorme ninho em seu interior.

Chamando de volta a tropa de fuzileiros, os colonos montaram uma operação para aniquilar os aliens. Mais de 60 homens, incluindo os 16 fuzileiros, entraram no processador. Cinco horas depois, só 14 homens, sendo 2 fuzileiros, retornaram para colônia, muitos deles gravemente feridos pelo sangue ácido dos aliens. Foi decidido transformar a colônia numa fortaleza, montando barricadas e pontos estreitos para atrapalhar o ataque dos aliens. E não demorou muito para os aliens atacarem o que restava dos colonos.

Depois de algumas horas de calmaria, uma grande horda de aliens invadiu o complexo central da colônia, mas os defensores estavam preparados e alguns aliens foram mortos. Porém, alguns colonos ficaram tão nervosos com as criaturas que estes tentaram escapar por caminhos não bloqueados. Foi um grave erro. Os aliens aproveitaram o erro dos colonos e rapidamente capturaram e mataram o que restava da colônia. Somente 5 sobreviveram e escaparam do ataque.

Desses 5 sobreviventes, 4 escaparam usando uma nave de transporte dos fuzileiros e fugindo para os confins do espaço. Já o quinto sobrevivente foi uma garotinha chamada Newt, que escapou pelo sistema de ventilação, enquanto sua família era dizimada pelos aliens. Ela ficaria isolada por mais de 72 horas até a chegada de reforços na forma de 12 fuzileiros e 3 civis na colônia para investigar o que aconteceu. O resto da história continua pelo filme Aliens, O Resgate.

Bibliografia:

  • Xenopedia - The Alien vs Predator Wikia - LV-426 (página em inglês).

As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Batalha de Trafalgar

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Batalha Naval de Trafalgar

(1805)

 

O caos naval entre ingleses, franceses e espanhóis em Trafalgar.
 
Facções: Império Britânico (Horatio Nelson) x Império Francês e Reino da Espanha (Pierre-Charles Villeneuve).

Forças: Britânicos: 33 navios de guerra x Franceses e Espanhóis: 41 navios de guerra.

Perdas: Britânicos: 1.666 mortos e feridos x Franceses e Espanhóis: 13.781 mortos e feridos, 8.000 capturados, 21 navios capturados e 1 navio afundado.

Resultado: Decisiva Vitória Britânica.

Local: Cabo Trafalgar, Espanha.

Seta Vermelha (Frota Franco-Espanhola); Seta Azul (Frota Inglesa); Cruz Preta (Local da batalha).
 
A Batalha Naval: Em 1800, Napoleão Bonaparte tornou-se o Primeiro Cônsul da França (uma espécie de primeiro-ministro) após uma fantástica campanha militar no norte da Itália. O desastre militar no Egito não afetou sua carreira militar e política, mas muitos líderes políticos questionavam se Napoleão seria um boa escolha para a defesa da França.
 
Mesmo conseguindo defender a França de seus vizinhos, Napoleão ainda não havia obtido uma vitória decisiva no Império Britânico. O principal obstáculo de Napoleão de conquistar a Inglaterra era sua enorme e poderosa marinha comandada por seu maior rival, o Almirante Horatio Nelson. Em 1805, Napoleão uniu sua frota com a dos espanhóis, pois seu irmão havia assumido o trono espanhol um ano antes. O plano era estabelecer um bloqueio naval no Canal da Mancha e facilitar a travessia do exército francês na ilha para finalmente esmagar a resistência inglesa.
 
O adversário de Nelson foi o almirante francês, Pierre-Charles Villeneuve, que sabia muito das táticas de combate do almirante inglês e sua frota. Em setembro de 1805, após inúmeras pressões e provocações de Napoleão, Pierre finalmente deixou o porto espanhol de Valência com 41 navios de guerra, metade sendo da frota francesa.
 
Nelson não perdeu tempo e movimentou sua frota de 33 navios de guerra contra a frota franco-espanhola. Ambas as frotas se encontraram no Cabo Trafalgar ainda na Espanha. Antes de atacar, Nelson se reuniu com todos os capitães de sua frota para planejar o ataque. Muitos de seus oficiais queriam usar a famosa tática de combate naval clássico - em que as duas frotas ficavam lado a lado e atiravam até não terem mais condições de lutar - mas, ela acabaria causando um empate. Porém, Nelson adotou uma tática mais ousada: ele avançaria sua frota em duas linhas bem no meio da frota franco-espanhola que se posicionaria para um combate naval clássico. Nelson acreditava que venceria a batalha. E ele estava certo. Antes mesmo de enfrentar Nelson, Villeneuve já estava desesperado e não tinha nenhum plano de batalha contra os ingleses.
 
Em 21 de Outubro, Nelson enviou um comunicado para a Inglaterra e iniciou seu ataque contra a frota inimiga. Já Villeneuve reuniu sua frota no formato clássico de combate naval e disparou por mais de 30 minutos contra a frota inglesa. Os ingleses sofreram grandes baixas, mas quando romperam as formações franco-espanholas, eles rapidamente dominaram a situação e a batalha virou um verdadeiro caos naval. Nas primeiras horas do combate, os franco-espanhóis já haviam perdido mais de 7000 homens, graças aos exímios atiradores britânicos que raramente erravam o alvo. Muitas vidas seriam perdidas para os franco-espanhóis pelo resto do dia.
 
Entre as fatalidades britânicas estava o próprio Nelson. Este foi atingido por um atirador francês abordo de sua nau, Vitória. Antes de morrer, Nelson perguntou quantos navios franceses haviam se entregado e seus oficiais disseram que pelo menos 15 navios se renderam. Nelson respondeu que mais de 20 se renderiam no fim da luta. Logo após essa frase o almirante inglês faleceu no Vitória.
 
Mais de 8000 franco-espanhóis seriam capturados, incluindo o almirante Villeneuve. Pelo menos 13700 franco-espanhóis foram mortos ou feridos na batalha e só 19 navios escaparam, a maioria bastante danificada para continuar a lutar. Foi o maior desastre naval que a França sofreu em toda a sua história. E também acabou com o sonho de Napoleão de dominar a Inglaterra.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia: