Fala Kaio ... | The People vs O.J. Simpson

Antes de tudo, conheci a série sem saber que foi um caso real então todas as emoções que tive foram realmente de surpresa... for real enquanto fui assistindo.
A série começa em um nível excelente e os três primeiros episódio são bem focados nos acontecimentos do duplo assassinato. Na missão de deixar a pergunta abaixo no ar, o roteiro dessa primeira metade da série é magistral...
Eae??? O.J. matou ou não matou?

A produção da FX lançada em 2016 me ganhou ao misturar alguns pontos interessantes sobre questões de raça e de gênero em um caso de assassinato envolvendo um grande jogador de Football que alem de tudo é rico.
E por que isso te interessa tanto?

Por que quando um obra audiovisual mostra de maneira tão clara um grande problema de julgamento na sociedade atual, isso me dá uma esperança de que alguem ponha a mão na consciência e tenha um pouco mais de empatia. Grande parte das discussões online entre esquerda-direita desse nosso pais, em algum momento, esbarram nessas questões delicadas (e que não deveriam ser tão delicadas assim)
Mas voltando a obra... Além de um grande tema para se refletir, grandes personagem são esfregados com gostinho de quero mais em nossa cara, Marcia Clark e Johnnie Cochram são os exemplos mor. A primeira, uma mulher, mãe, divorciada e promotora em um ambiente completamente hostil a presença feminina, já o segundo um advogado de defesa, extremamente carismático, conhecedor de cada brecha do sistema, rico e ativista dos direitos negros.
Por terem raros diálogos devido a posições opostas no juri, cada enfrentamento entre cada estratégia para livrar ou acusar O.J. é simplesmente um soco na boca do estomago devido a eloquência e perspicácia dos discursos.
Sarah PaulsonCourtney B. Vance são as grandes estrelas do show...

Resultado de imagem para Sarah Paulson e Courtney B. Vance

Mas como os advogados são as grandes estrelas do show, percebemos então que da segunda metade até o final a produção muda de proposta, saindo de um documentário romantizado para um completo romance jurídico com temas sociais muito mais presentes. Desse momento em diante O.J. fica completamente secundário na narrativa e entra no seu lugar as estratégias da acusação e da defesa.
Analisando a serie como um todo, vejo que faltou algo que eles estavam me prometendo, saber quem matou Nicole e Ron foi o que me prendeu ("sem trocadilhos") e não necessariamente a rotina do maior julgamento do seculo.

Deixo como lição de casa

Sério??? Lição de Casa??

Sim, apesar de não ser da minha parte favorita, convido meus caros leitores a assistirem o episódio 6 e 7, respectivamente "Marcia, Marcia, Marcia" e "Conspiracy Theories", que representam de forma muito clara essa mudança de proposta.
Essas transições de roteiros são comuns e de extrema importância, além de deixar a obra menos linear, são nessas mudanças que os verdadeiros temas são abordados. Se você parar para pensar, as obras que mais vão ficar na sua cabeça são aquelas que dão margem para interpretação, seja ela em qual aspecto for. 


De 0 a 100?

Deixo para essa série 87 vezes em que vimos que o sistema é foda, que vamos respeitar as minas e que a fama e o dinheiro pode comprar até mesmo o maior julgamento justo da terra.

ZERO | Ep.04 O Sertão





Ouça "Lamento Sertanejo" - interpretada por Dani (Daniel Fernando) para completar a experiência do Ep.04 O Sertão da coluna ZERO.


"Só em frente do mundão vazio que se perde a vista, que nunca encerra. Eu miro aqui parado o cinza duro da terra. A terra. Terra que é dura de pisar, plantar e viver. Não é areia, nem barro. É o pedaço de chão onde me amarro.
Sou eu nova, sou eu recente, sou eu gente-decente, do interior de mim. Não sei o que me cria, quem será minha cria, ando à revelia, ao sabor de dizer "sim". Digo sim porque nunca soube negar, nunca soube deixar, nunca soube a renúncia. O asfalto me engole, me cospe e nem diz o meu nome, não sabe a pronúncia.

É breve aqui o meu relato, a vista seca e o osso de boi não ilustram meu retrato... Me perco em frente à paisagem sem paz e sem margem. O cenário não é o agreste ou nenhum lugar remoto. É perto, quase dentro, entre os olhos passa lento e se aloja sem jamais sair.
Ah, sertão... Ser tão egoísta eu em meu escritório, ser tão vaidoso em meu pensamento inodoro... Ser tão silêncio, que sem palavras fujo para não me encontrar... Ser tão cidade até ser barulho no momento de descansar... Sertão-cidade, que frente às flores secas de qualquer idade, às vezes invade a vontade de ir para longe daqui... Sertão-sou-eu, que por vezes me perco das veredas de concreto, mas a selva de pedra nunca sai de mim."

(Daniel Fernando)

As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Guerra dos Cem Anos

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra dos Cem Anos

(1337 - 1453 D.C.)

Forças francesas e inglesas se enfrentam pelo controle da Europa Ocidental.
 
 
Facções: Reino da França x Reino da Inglaterra.

Forças: Milhares de soldados e cavaleiros para ambos os lados.

Perdas: Desconhecidas.

Resultado: Vitória Francesa; Todo o território francês, menos a cidade portuária de Calais, é retomado dos ingleses.

Local: França, Países Baixos, Inglaterra e Espanha (Reconquista).

Área Azul (Reino Francês); Área Vermelha (Reino Inglês); Área Laranja (Reinos Árabes); Área Tracejada (Limite do Avanço Inglês na França); Setas Azuis Claras (Reconquista Espanhola); Setas Vermelhas (Invasão Inglesa); Setas Azuis (Contra-Ataques Franceses).
 
A Guerra: Inglaterra e França eram dois grandes reinos católicos romanos. Porém, ambos se odiavam por terem uma economia e dinastia diferentes. Essas diferenças levariam ambos os reinos a um conflito que duraria cinco gerações.
 
Em 1337, o último dos reis capetos da França faleceu sem deixar herdeiros no trono. Eduardo III, rei da Inglaterra e primo do último rei capeto, reivindicou o trono. Porém, os nobres franceses escolheram Felipe de Valois para governar o reino francês. Assim começava a disnatia Valois. Outro motivo do conflito foi a região do Flanders, atual Bélgica, rica no comércio de lã. Em 1340, Inglaterra mobilizou seu exército e preparou para invadir a França, que também mobilizou suas forças.
 
A França tinha uma grande vantagem sobre a Inglaterra. Seu exército era cinco vezes maior que o inglês e boa parte de seus cavaleiros eram bem treinados e veteranos da Reconquista Espanhola. Mas, os ingleses também tinham uma certa vantagem sobre o franceses: poder naval total e o incrível arco e flecha longo.
 
Quando Eduardo III atravessou o Canal da Mancha, ele facilmente dizimou a frota francesa localizada no canal. Aproveitando o arco longo, Eduardo pôde esmagar com facilidade a pesada cavalaria francesa e acabar com a elite do exército francês em pouco tempo. Os arqueiros ingleses conseguiam atingir as fendas das armaduras francesas com uma precisão incrível a mais de 200 metros de distância. Os arqueiros ingleses podiam disparar uma incrível leva de 20 flechas por minuto. Já os arqueiros franceses ainda usavam a balista, que era mais pesada e demorava para recarregar, expondo os próprios arqueiros ao ataque de inimigos próximos.
 
 
Quando os ingleses invadiram a França, eles imediatamente obtiveram vitórias incríveis como em Crécy (1346), em Poitiers (1356) e em Agincourt (1415), onde a poderosa cavalaria francesa foi destroçada pelos arcos longos ingleses. Com a grande vitória em Agincourt os ingleses dominaram por muitos anos a região norte e central da França (ricas em campos agrícolas) e estabeleceram Paris como a capital da província que estabeleceram.

O rei deposto, Carlos VII estabeleceu um reino decadente ao sul do rio Loire até a costa do Mediterrâneo. As coisas só pioraram para os franceses quando os ingleses atacaram e cercaram Orléans, a última fortaleza francesa na região central.

Mas, tudo mudou quando uma jovem francesa de 17 anos liderou uma das mais ousadas campanhas militares da história e conseguiu salvar a França de uma derrocada fatal. Em 1429, Joana D'Arc liderou o exército francês e levantou o cerco inglês em Orléans, a primeira grande vitória que os franceses tiveram na guerra até agora. Logo em seguida escoltou Carlos VII até a Catedral de Reims (a cidade foi abandonada pelos ingleses após o desastre de Orléans) e lá foi coroado o novo rei da França.

Em 1430, Joana liderou uma ofensiva contra Paris, onde cercou por vários meses, mas acabou sendo derrotada e forçada a retornar para Reims. Lá ela foi capturada pelos borgonheses (franceses leais aos ingleses) e entregue para a Inquisição. Julgada e acusada de bruxaria, Joana seria queimada viva em 1431. Com sua morte anunciada por toda a França, a Inglaterra achava que havia recuperado sua iniciativa e já planejava avançar contra Reims. Mas algo aconteceu que os ingleses não esperavam.

A coragem de Joana diante da invasão inglesa unificou toda a França. Usando canhões comprados dos turcos-otomanos, os franceses começaram um lento e decisivo avanço pelo norte da França. Paris seria retomada e toda a região central libertada. Em 1453, os franceses venceram as últimas batalhas na Normandia e expulsaram os ingleses de suas terras. Com essa grande vitória, a França se tornava um grande e poderoso reino, que poderia desafiar o poderio militar inglês de igual para igual.


Curiosidades:

  • A Guerra dos Cem Anos na verdade durou 116 anos, sendo o mais longo conflito militar da História.

  • Há vários filmes sobre essa guerra, em diferentes períodos, mas o melhor mesmo é "Joana D'Arc" de Luc Besson e com Milla Jovovich fazendo a grandiosa heroína que salvou a França da Inglaterra. O filme é muito bom e bastante violento. Mostra com grandes detalhes as ações polêmicas de Joana, mas também sua coragem que unia os mais diferentes homens da sociedade francesa. Recomendável.

  • Joana D'Arc foi considerada uma heroína nacional pela França e canonizada pela Igreja em 1920 como uma santa. Seu túmulo se encontra em Paris.

Bibliografia:

ZERO | Ep. 03 Janaína


Às quatro e meia do segundo dia do ano, desperta o rádio ao som de Zezé di Camargo e Luciano. Ela vira na cama, sem vontade de acordar e nas ruas do Rio já há fumaça pelo ar. 
"Acorda, mãe. Toma agora seu remédio." diz a Janaína. A mãe, senhora já aos setenta e poucos anos toma o copo e bebe a água e o comprimido. Enquanto isso a filha penteia rápido os escuros cabelos compridos. Com pressa, fita o espelho e enxerga os seus olhos pretos... Corre e pega sobre a prateleira uma pilha de boletos. Leva nas mãos a chave de casa e o aluguel, a água e a luz, o mês inteiro. Paga todo dia a lida de ser só mais uma gota no oceano de Janeiro.
Ainda é cinco da matina e o sol nem clareou. Já embarca o pé direito de Janaína no trem que já chegou. "Ah, que bom seria fosse só um..." ela imagina, mas ainda tem baldeação, um trecho a a pé e depois outra condução.
Já começa a limpeza, o quarto, os móveis, o chão. A luta diária da faxina eterna de toda a repartição. No seu cargo nem essa segunda-feira de 17 foi feriado. "Êee... Ôoo, vida de gado", exclama o Zé Ramalho no radinho de pilha. A Jana sorri de canto, concordando, enquanto força o pano contra a ladrilha. O trabalho a prende ali, mas sua mente não é ilha... A cada palmo de pó removido, mora um sonho contido e vivo no coração dela. Sonha com o horizonte azul, um navio a navegar. De tirar os pés do morro e colocá-los sobre o mar. Um destino de surpresas e um mundo a conquistar.

"Um dia a gente há de ser feliz... Se Deus quiser."


Na correria, com serviço até o pescoço, a moça às vezes até perde o horário do almoço. Perde a hora e ás vezes a comida. Tem dia que até se perde sem saber onde está na vida.
_ Que dia é hoje mesmo seu José?
_ Oxe, menina, hoje é dia dois! Num viu que ontem já foi ano novo?
Para e pensa confusa e olha além... Volta a si quando se lembra: "Meu aniversário já é semana que vem!".
Foi mais um dia, mais um ano, algumas horas... Desengano. Sem saber, carrega o mundo sobre si, a Janaína. Paga as contas e os preços, vive de coletivo em coletivo entre dois endereços, sem parar nem se distrair. Do amor, nem sabe mais... Desilusão antiga, foi embora o ex que a traiu e que seu coração partiu.
Abre a tranca da porta enquanto sua mãe vê a novela das sete, tão concentrada... Janaína nem se mete. Vai pro banho para depois jantar. O corpo tão cansado, ela mal tem vontade de falar. Mas guarda para sua mãe companhia e paciência. O amor de filha faz-se forte em simplória reverência, na forma de conversa antes que o sono venha. Afinal... Amanhã é um novo dia de lida, de lenha.
Janaína toca o travesseiro com a nuca e mira o teto, à meia-luz que vem do poste da rua. Anônimas, tantas Janaínas brasileiras brilham mais do que a lua. Ela fecha os olhos e respira fundo pelo nariz... Mentaliza, firme, com forte convicção de mulher: "um dia a gente há de ser feliz... Se Deus quiser.".

(Daniel Fernando)

As Maiores Batalhas e Guerras da História - As Guerras de Fronteira entre Escócia e Inglaterra

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

As Guerras de Fronteira entre Escócia e Inglaterra

(1295-1328 D.C.)

Cena de batalha do filme "Coração Valente". O melhor filme sobre a guerra entre Escócia e Inglaterra.
 
 
Facções: Reino da Escócia (Roberto I) x Reino da Inglaterra (Eduardo I).
 
Forças: 20.000 escoceses, irlandeses e franceses x 100.000 ingleses e mercenários irlandeses.
 
Perdas: Desconhecidas.
 
Resultado: Vitória Escocesa; Reino da Escócia se mantém independente com o Reino da Inglaterra.
 
Local: Escócia, Inglaterra e Irlanda.
 
Área Azul (Reino da Escócia); Área Vermelha (Reino da Inglaterra); Área Verde (Reino da Irlanda); Setas Azuis (Ataques escoceses); Setas Verdes (Ataques irlandeses); Setas Vermelhas (Ataques ingleses).
 
A Guerra: Após a morte do rei escocês Alexandre III, Roberto I e John Balliol começaram a disputar pelo trono. Eduardo I, rei inglês, deu seu apoio para Balliol que acabou assumindo o trono.
 
Em 1295, Balliol tentou separar a Escócia da Inglaterra, mas foi esmagado pelas forças de Eduardo I que invadiu o reino vizinho em 1296. Centenas de cidades escocesas seriam saqueadas e até mesmo a coroa escocesa seria roubada por Eduardo I.
 
Eduardo deixou Roberto assumir o trono escocês, mas três delegados com várias guarnições ficaram na Escócia para impedir que ocorresse outra revolta contra a Inglaterra.
 
Em 1297, William Wallace, um mero plebeu escocês, iniciou uma violenta revolta contra a ocupação inglesa e criou um poderoso exército miliciano. Ainda no mesmo ano, Wallace derrotou os ingleses na Batalha de Stirling Bridge.
 
Mas, no ano seguinte (1298), Eduardo invadiu novamente a Escócia e destruiu o exército de Wallace na Batalha de Falkirk. Wallace escapou e organizou uma brutal guerrilha contra as guarnições inglesas. De 1299 até 1302, tropas irlandesas, que apoiavam Wallace, atacaram as cidades costeiras inglesas.
 
Em 1303, Eduardo invadiu pela terceira vez a Escócia e derrotou novamente Wallace. Este pediu apoio para o rei Roberto, mas este acabou o traindo para salvar o resto do reino de uma total aniquilação inglesa.
 
Wallace foi julgado, torturado, enforcado (não deu certo), arrastado e por fim esquartejado por Eduardo. Com isso muitos ingleses acreditavam que a guerra estava acabada. Mas, estavam muito errados. Em 1304, os ingleses retomaram as cidades costeiras ocupadas pelos irlandeses e invadiu a ilha vizinha em 1305.
 
Em 1306, se sentindo culpado pela traição que fez para Wallace, Roberto se declarou rei da Escócia e também o fim da ocupação inglesa do reino. Mas, no mesmo ano, Eduardo invadiu a Escócia e derrotou Roberto, este acabou se exilando na Irlanda.
 
No ano de 1307, Eduardo faleceu e isso enfraqueceu o poderio militar inglês. Roberto retornou para a Escócia com um exército irlandês e voluntários franceses e lançou uma nova campanha contra a Inglaterra. No mesmo ano, os ingleses abandonaram sua invasão da Irlanda.
 
Roberto expulsou os ingleses após a a Batalha de Bannockburn (1314) e repeliu uma invasão inglesa em 1322, liderada por Eduardo II.
 
Após essas horríveis derrotas, Eduardo II e Roberto I assinaram a Paz de Northampton, um documento que dizia que a Inglaterra reconhecia a independência da Escócia e sua soberania na região.
 
A Escócia seria uma nação livre até 1603, quando seria novamente anexada pela Inglaterra. Mas, nessa ocasião sua liberdade e soberania seriam mantidas e respeitadas pelos ingleses.
 
 

Curiosidades:

  • O filme "Coração Valente"de Mel Gibson se foca totalmente no rebelde William Wallace e mostra com grandes detalhes a guerra e as conseqüências que Wallace causou durante o conflito. Mas, há alguns erros históricos como por exemplo a morte de Eduardo I antes da execução de Wallace. O filme é fantástico e recomendável para todos.
 

Bibliografia:





As Maiores Batalhas e Guerras da História - As Conquistas de Gêngis Khan

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

As Conquistas de Gêngis Khan

(1206-1227 D.C.)

A letal cavalaria mongol em combate contra o exército russo na Sibéria.
 
 
Facções: Mongóis (Gêngis Khan) x Reinos e Impérios Asiáticos e Europeus.
 
 
Forças: Milhares de cavaleiros mongóis x milhares de soldados e cavaleiros asiáticos e europeus.
 
 
Perdas: Desconhecidas.
 
 
Resultado: Decisiva Vitória Mongol; Estabelecimento do enorme Império Mongol.
 
 
Local: Toda a Eurásia.
 
Área Laranja (Território Mongol); Setas Laranjas (Campanhas de Gêngis Khan).
 


A Campanha: Por muitos anos a Mongólia vivia sobre constantes guerras tribais. Mas, em 1206 um líder tribal chamado Gêngis Khan unificou todas as tribos e estabeleceu um poderoso reino em toda a Mongólia.

Ainda em 1206, Gêngis Khan liderou seu exército para a China onde dominou o Império Hsi Hsia em 1209. Em 1211, Gêngis Khan atravessou a Grande Muralha da China e destruiu o Império Chin em 1215. Assim toda a China estava sobre seu controle.

De 1216 até 1219 Gêngis Khan despachou pequenas, mas brutais expedições para a Coréia, Sudeste Asiático, Índia e Ásia Central. Todos seriam dominados com grande violência por parte dos mongóis.

Em 1220, Gêngis Khan despachou emissários para o Reino de Kowarazeem (Cazaquistão) para criar uma aliança regional na Ásia Central. Porém, o Xá Mohamed executou todos os emissários de Khan. Enfurecido, Gêngis Khan invadiu Kowarazeem, destruiu sua capital e matou o Xá. Mas, o herdeiro do trono, príncipe Jalal ad-Din escapou para a Rússia, aliada de Kowarazeem.
 
Gêngis Khan invadiu a Sibéria em 1223 e destruiu a maioria dos pequenos reinos russos na região. Depois dessa árdua campanha, Gêngis Khan nunca mais retornaria a Ásia Central. No ano de 1224, Gêngis Khan despachou uma feroz hoste de cavaleiros para o Oriente Médio. Os mongóis dominariam boa parte da região e ficariam bem na borda do Império Bizantino.
 
Em 1225, o dominado Império Hsi Hsia iniciou uma rebelião contra o domínio mongol, mas Gêngis Khan interveio e aniquilou o império em 1227. Após essa outra grande vitória, Gêngis Khan acabaria morrendo após cair do cavalo. Um imenso império havia sido criado e seus herdeiros o expandiriam ainda mais por quase todo o mundo conhecido.
 
 

Curiosidades:

  • Os mongóis eram bastante conhecidos por serem grandes cavaleiros. Eles literalmente "viviam" em sua montarias. Dormiam, comiam e até mesmo se banhavam em cima delas. Eles acreditavam que o cavaleiro se unia com o cavalo e ambos se tornavam um único ser vivo. Por isso que os mongóis eram quase imbatíveis em combates de cavalaria.
 
  • O Império Mongol foi o maior império da História da Humanidade. Ele se expandia desde toda a China, a Coréia, Sudeste Asiático, Índia, Ásia Central, Oriente Médio, Rússia, Europa Oriental e chegaria até Berlim, capital da Alemanha.
 

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Batalha de Hattin

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Batalha dos Chifres de Hattin

(1187 D.C.)

Forças cruzadas sendo aniquiladas pelos sarracenos de Saladino.
 
Facções: Reino de Jerusalém e aliados cristãos (Guy de Lusignan) x Sarracenos (Saladino).
 
Forças: 20.000 cruzados x 30.000 sarracenos.
 
Perdas: Pesadas baixas cruzadas e leves baixas sarracenas.
 
Resultado: Decisiva Vitória Sarracena.
 
Local: Chifres de Hattin, sul de Jerusalém.
 
Área Vermelha (Império Árabe); Área Azul (Reino de Jerusalém); Setas Azuis Claras (Reconquista Espanhola); Setas Vermelhas (Avanço dos Sarracenos); Círculo Preto (Local da batalha).
 
A Batalha: Após a queda de Jerusalém, os cruzados estabeleceram um grande reino cristão na Terra Santa, formado por outros reinos menores. Saladino, general árabe (mas de origem curda) e governador do Egito decidiu reunir um novo exército e retomar Jerusalém.
 
Em 1187, Saladino levou um grande exército do Egito e de outras áreas do Império Árabe e se posicionou nos Chifres de Hattin, um vulcão extinto. Em resposta aos movimentos árabes, o rei cristão Guy de Lusignan, reuniu quase todo o exército cruzado, incluindo todos os templários, e marchou para Hattin.
 
Saladino tinha uma enorme vantagem sobre Guy: água. Em volta de Hattin, os homens de Saladino (conhecidos como sarracenos) capturaram  todos os poços de água da região. Já Guy forçou o seu exército a marchar para Hattin no meio do calor do deserto e sem parar para descansar. Centenas morreriam de sede ou de pura exaustão. Outros seriam mortos por arqueiros sarracenos.
 
Quando Guy alcançou Hattin, ele ordenou a construção de um acampamento antes da batalha começar. Durante a noite, os sarracenos cercaram o campo e atearam fogo em volta dele. Isso causou um grande caos nas forças cruzadas.
 
Mesmo pegos de surpresa, os cruzados conseguiram montar uma defesa feroz em volta da Cruz Verdadeira (uma grande cruz em que acreditava que foi nela onde Jesus Cristo foi crucificado).
 
Saladino, surpreso com essa ousada defesa, lançou um ataque em massa de soldados, cavaleiros e arqueiros e aniquilou o exército cruzado em poucas horas. O rei cristão Guy e alguns de seus generais foram capturados.
 
Quando Saladino confrontou Guy, ele mandou degolar todos os 200 nobres generais diante do rei cristão. Com o principal exército cruzado destruído, Saladino marchou contra Jerusalém, onde cercou por três dias até a cidade se render.
 
Diferente do que aconteceu anos atrás, Saladino poupou a vida de todos os cristãos da cidade santa e os despachou para a fortaleza de Acre, juntamente com o humilhado Guy de Lusignan. Jerusalém ficaria sobre controle árabe até 1917.
 
 

Curiosidades:

  •  No filme "Cruzada" de Ridley Scott, é mostrado a marcha do exército cruzado para Hattin e o grande erro de atacar o inimigo no meio do deserto. Também é mostrado o final da batalha e o massacre que levou a total destruição do exército cruzado. Guy de Lusignan aparece no filme e Saladino também. Os detalhes históricos são tão bons que "Cruzada" é um dos poucos filmes épicos em que o diretor realmente acertou em tudo sobre a época das cruzadas.
 
 

Bibliografia:






Terror no Espaço - Análise Histórica e Crítica de 'Alien: A Ressureição'

 

Terror no Espaço

ALIEN: A Ressureição

 
 

A História:

Alien: A Ressureição é um filme americano de 1997 dirigido pelo diretor francês Jean-Pierre Jeunet, o mesmo que dirigiu o clássico francês "Amélie", e o quarto filme da franquia alien. Mesmo sendo inferior aos dois primeiros filmes da saga, Alien: A Ressureição é superior ao fracassado Alien 3 e também responsável por salvar a franquia de um total colapso.
 
A história se passa 200 anos depois do terceiro filme e novamente se foca na protagonista Ripley. Esta foi clonada por cientistas do Corpo de Fuzileiros Coloniais, juntamente com a Rainha Alien, e transformada num bichinho de estimação. Os fuzileiros criam mais aliens clonados, com a Rainha, mas, logo perdem o controle e são massacrados. Ripley escapa da confusão inicial, mas é forçada a se juntar a um grupo de piratas envolvidos com a produção dos aliens da imensa nave que carrega os seres horripilantes e não só escapar dela, mas também destruí-la para impedir que chegue na Terra.
 
 
Conheça a Auriga. Não é um cruzeiro cinco estrelas, mas se você gosta de emoção e terror, então recomendo que a visite antes que alguém a exploda. hahahahahaha.
 
 

A Origem:




Após o fracasso de Alien 3, os produtores da franquia já estavam satisfeitos com o que fizeram e decidiram concluir a saga de uma vez. Porém, a 20th Century Fox não estava satisfeita com o resultado do último filme e pediu para que preparassem um novo filme da franquia com a protagonista Ripley (mesmo sabendo que ela morreu de vez no terceiro filme).
 
Os produtores tentaram resistir a esse ideia maluca de fazer um quarto filme do alien, mas, a pressão do estúdio foi tão forte que eles acabaram cedendo. O primeiro roteiro foi feito pelo próprio estúdio. Os produtores odiaram o primeiro modelo e decidiram fazer seu próprio roteiro. Mas, o estúdio não gostou da nova história e decidiu contratar o roteirista profissional Joss Whedon (responsável por séries incríveis como "Buffy, a Caça Vampiros" e "Angel")
 
O novo roteiro de Whedon se passava na Terra, onde os aliens acabariam invadindo e forçariam um grupo de sobreviventes a lutarem por suas vidas. Mas, novamente o estúdio foi contra e pediu para Whedon modificar o roteiro e trazer de volta a personagem Ripley. Depois de um longo período de suspense, Whedon entregou a versão definitiva do roteiro e este a Fox aceitou. Ripley seria ressuscitada por clonagem, juntamente com os aliens. O caminho estava aberto para a produção de "Alien: A Ressureição".
 Esta é a Betty. Não é uma Millenium Falcon, mas esta banheira espacial pode salvar sua vida até mesmo nas situações mais perigosas.
 
 

As Tripulações da Auriga e da Betty:

Novamente os personagens são descartáveis, com exceção de Ripley e Call.
 
  • Ripley 8 (Sigourney Weaver): Clone da Ripley original. É misteriosa e possui o dna do alien em seu corpo.
  • Call (Winona Ryder): Tripulante da nave pirata Betty. É misteriosa e rebelde em relação aos outros membros da equipe. Tem um passado sinistro e um baita segredo.
  • Frank Elgyn (Michael Wincott): Capitão da Betty e líder dos piratas.
  • General Perez (Dan Hedaya): Comandante da Auriga e um dos mais altos oficiais dos Fuzileiros Coloniais.
  • Doutor Wren (J. E. Freeman): Líder da equipe científica dos Fuzileiros e responsável em trazer de volta à vida Ripley e a Rainha Alien.
  • Doutor Gediman (Brad Dourif): Cientista da Auriga e responsável em "domesticar" os aliens e Ripley 8.
  • Cabo Distephano (Raymond Cruz): Fuzileiro colonial da Auriga e responsável por defender os projetos secretos da corporação de possíveis curiosos. Acaba se juntando aos piratas quando descobre os podres da corporação.
  • Sabra Hillard (Kim Flowers): Piloto da Betty e amante de Frank.
  • Christie (Gary Dourdan): Pirata da Betty e o melhor amigo de Frank.
  • Johner (Ron Perlman): Pirata da Betty e um psicopata. É o alívio cômico do filme.
  • John Vriess (Dominique Pinon): Mecânico da Betty. Tem uma certa queda por Call.
  • Larry Purvis (Leland Orser): Um pobre colono que acabou sendo abduzido pelos piratas da Betty e usado como cobaia para a produção de novos aliens.
 
 

Aliens Mutantes:

Não é uma feira de ovos, mas se você estiver curioso, pode dar uma olhada. Garanto que nada vai grudar na tua cara.
 
Os ovos retornam em grande número. A coloração deles ficou mais amarronzada, por serem de uma geração de seres clonados, e estão mais orgânicos e vivos do que antes. Antes de se abrir, o ovo sacode de um lado para o outro, indicando que está sentindo a aproximação de uma potencial vítima. Os ovos foram construidos usando silicone e latéx.
 
E já é a quarta vez que esse bicho gruda na cara de alguém. Precisamos criar um anti-grude na cara.
 
Junto com os ovos, temos os velhos conhecidos facehuggers. Essas aranhas alienígenas só aparecem em uma cena, mas dão bastante tensão na situação que está ocorrendo no momento. Esses foram os aliens que sofreram nenhuma alteração genética, por serem clonados. É até mesmo impressionante que um desses parasitas tenta infectar a clone de Ripley, mesmo ela tendo o dna do aliens. Imagina o que poderia nascer nessa mistura? A criatura foi feita com marionetes e alguns movimentos mecânicos.
 
 
Olha como é um fofo. Tem a cara da mãe!
 
Outro alien conhecido é o chestbuster. A criatura volta ao seu formato original, mas está mais grotesco do que antes. O interessante é que tanto a rainha quanto os aliens normais ficam na mesma forma acima. Pode ser que por causa de serem clonados, os chestbusters não possuem uma diferença entre um e outro mesmo que sejam de castas diferentes. Foram usados marionetes e animatrônicos.
 
 
Vai querer brincar de beijar o bicho, vai. O resultado vai ser um grande buraco na tua cara.
 
Os aliens que aparecem no filme são os mais grotescos da saga até agora. Por serem clonados, esses aliens tem uma coloração amarronzada, mas seu design é parecido com o alien do primeiro filme. Eles são maiores que um humano, são mais rápidos e extremamente inteligentes. Mas, mesmo aterrorizantes, eles morrem com bastante facilidade. Talvez a clonagem tenha enfraquecido a carapaça das criaturas. Esses aliens também tem a habilidade de se juntar numa imensa massa orgânica com o intuito de proteger o ninho e sua rainha. Foram usados atores e pela primeira vez foram feitos em computador para algumas cenas de ação.
 
Se você viu Tubarão e ficou com medo do peixe comedor de gente, então você vai se apavorar com os aliens que adoram dar um mergulho lá na sua piscina.
 
Talvez a melhor cena do filme inteiro é a perseguição submarina. Na metade do filme, os sobreviventes são forçados a nadar pela cozinha para alcançar o outro lado da nave e chegar na Betty. De início tudo parece bem, mas dois aliens aparecem patrulhando o local e atacam os sobreviventes. Esse é o início dessa incrível cena. Pela primeira vez, os aliens eram criados por computador, pois usar um ator com a roupa alien foi muito complicado. Vemos como os aliens se movimentam com grande velocidade na água e como são letais ao atacarem suas presas. A cena foi totalmente feita num imenso tanque nos estúdios da Fox em Los Angeles. Demoraram 8 meses para fazer a cena e houve alguns incidentes, sendo o mais grave o quase afogamento de Winona Ryder, que não sabia nadar. Mas, no fim acabaram fazendo uma das melhores cenas e talvez a mais memorável do filme inteiro.
 
"Eu sou a Rainha da Galáxia".
 





A Rainha Alien retorna nesse quarto filme, mas ela só aparece duas vezes no filme inteiro. A cena mais importante é quando a rainha dá a luz uma nova forma de alien. Mal esse ser aparece no mundo alien, ele mata a Rainha, que estava muito cansada após o parto e se torna o novo grande monstro do filme. Foi usado um imenso animatrônico para fazer a rainha.

Isso que eu chamo de show dos horrores.
 

Uma das cenas mais pertubadoras do filme é quando Ripley 8 descobre as outras sete Ripleys que foram criadas numa fútil tentativa de clona-la. Os outros clones são extremamente grotescos, com uma mistura de dna alien e humano todos são horríveis visões do que Ripley poderia ter sido em algum pesadelo distante. Dos sete clones só um é encontrado com vida, que acaba pedindo para ser morta. Ripley 8 compreende a dor e o pavor de seus clones e elimina todos com uma baforada de lança-chamas. Foram usados bonecos para os clones mortos, enquanto a própria Sigourney Weaver fez o papel do sétimo clone que ainda estava vivo.

Esse não é o melhor encontro amoroso da galáxia que qualquer garota queria ter.
 
Um novo tipo de alien surge bem no fim do filme. Como já havia dito antes, a Rainha dá a luz ao Newborn. Esse alien possui uma mistura de seu dna com o dna humano de Ripley. É hemafrodita, mas não tem condições de se reproduzir. É extremamente alto, forte e muito violento. Ripley de iníco vê a criatura como uma ameaça para todos, mas quando finalmente se livra do monstro (essa parte é bem pesada) ela percebe que a criatura era só um bebê tentando entender o mundo em que estava. Foi usado um grande animatrônico para fazer o monstro.
 

Antigos Aliados = Novos Inimigos:

 Mesmo sendo fuzileiros coloniais, não quer dizer que sempre serão bons com as pessoas. Todos nós temos nosso lado sombrio.
 
Os fuzileiros coloniais retornam no quarto filme, mas não como aliados e sim como inimigos. Após o fracasso da Companhia nos eventos de Alien 3 e em outros lugares, a poderosa empresa acabou falindo e todos os seus departamentos foram comprados pelo Wallmart (é, parece loucura, mas acontece). Quando o departamento de Bio-Armas da Companhia foi aberto pelo Wallmart, tudo sobre os aliens e Ripley foram recuperados. Como o Wallmart não tinha nenhum interesse de se envolver com algo não natural, a poderosa empresa deu todo o acesso ao seu mais velho investidor: a Corporação dos Fuzileiros Coloniais. Com imensos recursos, os fuzileiros ficariam mais de 200 anos tentando ressucitar a já extinta espécie dos aliens. No filme vemos uma força muito bem preparada, treinada e equipada. Há 42 fuzileiros no filme. Uma pequena tropa é morta pelos piratas e o resto, com exceção de uma dúzia que escapa por um pod de fuga, é morto ou infectado pelos aliens. Mesmo sendo militares, esses caras são facilmente destruídos por alienígenas sangüinários.
 
 

Call, Um Novo tipo de Andróide:

Esse olhar deixa qualquer um com dúvida sobre a lealdade que essa máquina tem sobre a humanidade.
Como em todo o filme Alien temos que ter sempre um andróide. Dessa vez é uma mulher. O nome dela é Call. Ela é uma andróide construída por outros andróides e muito mais avançada. É que depois da queda da Companhia, todos os andróides que a corporação produziu foram abandonados. Os sobreviventes decidiram criar sua própria nação (em algum planeta bem longínquo) para continuar a viver em paz. Eles então começaram a construir novos andróides mais avançados e mais humanizados. É claro que nós humanos não gostamos de ter algum tipo de rival e decidimos acabar com essa nação. A maioria dos antigos andróides, mais os novos, foram destruídos pelo governo humano. Porém, alguns escaparam e decidiram se vingar da humanidade. Call obteve um livro proibido sobre um monstro que dizimou uma prisão e que foi destruído por um anjo (Alien 3). Após isso, Call invadiu os bancos de dados da extinta Companhia e soube que os Fuzileiros Coloniais haviam clonado Ripley e seus aliens. Call acreditava que sabotando essa operação humana, ela poderia ter sua justiça pelo massacre que os humanos promeveram contra seus antigos amigos sintéticos.
 
 
 

Análise Crítica:

Alien: A Ressureição pode até ser bastante odiado pela maioria dos fãs da saga alien, mas foi essencial em salvar a franquia após o desastre que foi Alien 3. A história é melhor que a anterior, mas longe dos originais. A atuação só é boa com Ripley e Call. O resto dos personagens são fracos e facilmente esquecíveis. Os aliens em si possuem um excelente design (menos o Newborn), mas não assustam ninguém. Os efeitos especiais são bons. A música é novamente a melhor parte do filme: profunda e sinistra. Uma coisa que eu não falei em Alien 3 foi a tentativa de estabelecer um equilíbrio entre o terror e a ação. No terceiro filme, a ação predominou e o terror em si sumiu. Já em Alien: A Ressureição, esse equilíbrio funciona em algumas partes do filme. Porém, o filme possui vários furos no roteiro e até mesmo diálogos desnecessários ou idiotas. O monstro final, Newborn, é talvez o maior erro do filme. É uma criatura pertubadora, mas não assusta ninguém e parece muito um bicho idiota e desnecessário para o final do filme. Os cenários são legais, mas de vez em quando eles enjoam com os mesmos formatos e cores entre as salas e os corredores da imensa nave. O final é fraco (a versão extendida tem um final alternativo melhor), mas não é tão épico quanto o final do terceiro filme.
 
 

Curiosidades:

  •  A cena onde Ripley faz uma cesta de costas demorou 3 semanas para dar certo. No último dia dessa cena, o diretor falou para Weaver que se ela errasse a cesta, ele faria uma bola de computador para completar a cena. Mas, do nada (e o que você vê é totalmente real) Weaver consegue finalmente fazer a cesta de costas. Porém, o diretor teve que cortar alguns frames, pois o personagem de Ron acabou tão impressionado que soltou um palavrão que não estava no roteiro.
 
  • Outro ator que quase morreu afogado na cena submarina foi Ron Perlman. Durante o fim de outro dia de filmagem, Ron estava saindo da piscina quando bateu a cabeça numa barra de ferro e desmaiou na água. Só não morreu pois havia uma equipe de resgate na piscina no momento do acidente.


  • A Rainha Alien usada no filme é na verdade a original do filme Aliens, O Resgate. A equipe conseguiu a autorização de um fanático colecionador em poder usa-la mais uma vez no novo filme.

Nota Final - 8 (Alien: A Ressureição não é um filme perfeito como os dois primeiros, mas, facilmente supera o desastroso Alien 3 com alguns sustos e uma história mais interessante que a anterior. Porém, é um filme que pode ser ignorado, pois, é uma história alternativa da saga original que finaliza no terceiro filme. O filme foi feito mais para se divertir do que apreciar outro capítulo deste épico universo de ficção científica. Somente recomendo para fãs da saga).



Bibliografia: