As Maiores Batalhas e Guerras da História - Criméia

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra da Criméia

(1853-1856)

Tropas russas defendendo o porto de Sebastopol.
 
Facções: Império Otomano (Abdulmejid I) com apoio da França, Inglaterra e Sardínia x Império Russo (Nicolau I) com apoio da Grécia.
 
Forças: Otomanos e aliados: 603.130 homens x Russos e Gregos: 375.470 homens.
 
Perdas: Otomanos e aliados: 223.510 mortos e feridos x Russos e Gregos: 73.125 mortos e feridos.
 
Resultado: Vitória Otomana; É assinado o Tratado de Paris.
 
Local: Península da Criméia.
Setas Vermelhas (Invasão Otomana); Setas Verdes (Invasão Anglo-Francesa); Áreas Azuis (Fortalezas Russas); Setas Azuis (Contra-ataques Russos ou Gregos); Cruzes Verdes (Vitórias Navais Inglesas); Cruzes Azuis (Vitórias Navais Russas).
 
A Guerra: Em 1853 uma nova guerra afetaria a política européia. O czar Nicolau I criou uma desculpa que precisava proteger os cristãos ortodoxos que viviam no Império Otomano e que estavam sofrendo brutais perseguições religiosas. Os otomanos não deram nenhuma atenção sobre as acusações. Se sentido ignorado por toda a Europa, a Rússia invadiu as províncias otomanas da Moldávia e da Wallachia, sem declarar guerra ao seu adversário.
 

Os otomanos declararam guerra após a invasão russa, mas demoraram muito para reagir. Os russos não perderam tempo e despacharam toda a frota russa do Mar Negro para destruir a frota otomana estacionada em Sinop. Em 30 de novembro de 1853, a frota russa destruiu a frota otomana em Sinop e obteve poder naval total no Mar Negro. Parecia que "o velho doente da Europa", apelido dado ao já decadente Império Otomano, estava prestes a ceder novos territórios para a Rússia e se desintegrar por completo.

Inglaterra e França estavam assustadas com as novas expansões russas e imediatamente despacharam uma frota para o Mar Negro com o objetivo de forçar a frota russa a recuar para seu porto e bloquea-lo. Vendo que a Rússia não sentiu ameaçada pela intervenção anglo-francesa, a Rainha Vitória e o Imperador Napoleão III declararam guerra à Rússia. A Rússia esperava receber ajuda da Áustria ou da Prússia, mas nenhuma delas apoiou a causa russa e ficaram neutras. O único aliado para a Rússia foi a Grécia que queria se vingar dos otomanos após a sua independência anos antes.

Em setembro de 1854, uma enorme força aliada formada por ingleses, franceses, otomanos e sardenhos desembarcou e invadiu a Criméia, no sul da Rússia. A força aliada cercou a base naval de Sebastopol por um ano até a sua rendição incondicional. Durante o cerco, várias batalhas aconteceram por toda a península. A mais famosa foi a Batalha de Balaclava, onde a cavalaria ligeira inglesa lançou uma carga suicida contra a artilharia russa e foi dizimada, mas ajudou a infantaria francesa a tomar o forte russo com poucas baixas. Os russos tentaram despachar suprimentos e reforços, mas o sistema de transporte dos russos era obsoleto: carroças puxadas por bois.

Em 8 de setembro de 1855, os russos evacuaram Sebastopol e destruíram o porto e o depósito de munição. Em 1856, o Congresso de Paris estabeleceu os termos da paz: o Império Otomano manteria sua integridade territorial, a Rússia não poderia mais interferir nas vidas dos ortodoxos que viviam no Império Otomano e a Moldávia e a Wallachia ganhariam sua independências dos otomanos e criariam seus próprios governos.
 
Mesmo a guerra sendo terrível, ela trouxe grandes avanços tecnológicos. Câmeras de jornalismo, o telégrafo e os primeiros navios com casco de aço. Um enfermeira britânica chamada Florence Nightgale ficou tão chocada com as condições hospitalares do conflito que acabaria ajudando a evoluir a medicina anos depois.
 

Curiosidades:

  •  O filme de 1936, "A Carga da Brigada Ligeira", se passa durante a guerra e se foca na ação ousada da cavalaria britânica contra as fortificações russas durante a Batalha de Balaclava, que seria um ponto de virada para os aliados durante o cerco de Sebastopol.
 
  • A música "The Trooper" do Iron Maiden é inspirada na vida de um soldado britânico durante um ataque de baionetas no cerco de Sebastopol.
 
  • O último veterano da Guerra da Criméia morreu em 2004! Seu nome era Timothy, a Tartaruga. Ela foi a mascote de um dos navios britânicos que partcipou do cerco de Sebastopol. Timothy também serviria durante as duas grandes guerras mundiais. Ela morreu aos 160 anos e se tornou a tartaruga mais velha da história até 2008, quando foi superada por outra tartaruga, Jonathan, que está viva até hoje.

Bibliografia:




Terror no Espaço - Especial Crossovers

 

Especial Crossovers do Alien e do Predador

 

O que são Crossovers?

 
São quando personagens, cenários ou eventos de histórias totalmente diferentes acabam se juntando com o propósito de expandir os diferentes universos de cada HQ.
 

Batman vs Predador (1991 - 3 edições):

O Homem-Morcego contra o Caçador Intergaláctico! Esse duelo vai ser épico!
 

O primeiro crossover que apareceu do Universo Alien e Predador foi Batman vs Predador de 1991, entre a Dark Horse Comics e DC Comics. A história foi escrita por Dave Gibbons ("Watchmen") e os desenhos feitos por Andy Kubert ("X-Men: Age of Apocalypse"). Dividido em três edições, a história se foca na chegada de um Predador a Gotham que inicia uma violenta caçada pelas presas mais desafiadoras, entre elas o próprio Batman. Com ricos detalhes e excelentes diálogos, Batman vs Predador é um clássico essencial para qualquer colecionador de HQ. Uma história que te prende de início ao fim e uma conclusão satisfatória para essa fantástica aventura do homem-morcego.
 
 

Superman vs Aliens (1995 - 3 edições):

Será que o homem de aço é capaz de derrotar o alienígena mais letal da galáxia?
 

Escrito e desenhado por Dan Jurgens ("A Morte do Superman") Superman vs Aliens é uma HQ de 3 edições, numa parceria entre DC Comics e a Dark Horse Comics, que se foca na luta do homem de aço contra uma ninhada de Aliens que ameaçam infestar a Terra a partir de uma cidade espacial com fortes conexões com Krypton. A história é bem escrita e te deixa bastante focado no que está acontecendo em cada quadro. Também mostra um Superman enfraquecido e até vulnerável diante de tais criaturas. O desenho é muito bem feito e colorido para uma história tão assustadora e violenta. Recomendável!
 

Batman vs Aliens (1997 - 2 edições):

Depois de enfrentar um Predador sanguinário em Gotham, Batman agora deverá enfrentar a maior ameaça que existe para a humanidade: os Aliens.
 

Em 1997 foi lançado uma nova HQ do Batman contra outra ameaça alienígena dos cinemas: os Aliens. Escrito por Ron Marz ("Lanterna Verde: O Surfista Prateado") e desenhado por Bernie Wrightson ("O Monstro do Pântano") Batman vs Aliens é uma HQ fenomenal. Sua história se passa nas selvas do México onde Batman deve encontrar um cientista da Corporação Wayne que desapareceu na região. O que Batman encontra é ainda algo bem mais tenebroso do que o Predador que ele enfrentou anteriormente. Com a ajuda de mercenários, Batman deverá sobreviver a esse novo pesadelo. O roteiro é bem feito, todos os personagens são interessantes e o desenho é muito bonito. Outra HQ obrigatória para sua coleção.
 

Juíz Dredd vs Predador (1997 - 3 edições):

Eita! Talvez o poderoso Juíz Dredd esteja com os dias contados! Que comece a caçada!
 

Ainda em 1997, a Dark Horse Comics, junto com a 2000AD Comics, lançou em três edições o famoso Juíz Dredd contra o Predador. Escrito por John Wagner (roterista do filme "Dredd") e desenhado por Alcatena ("O Livro Secreto de Marco Polo"), Juíz Dredd vs Predador é uma aventura emocionante, mas fraca em comparação aos crossovers anteriores. A história se passa em Mega City Um onde um Predador solitário está caçando e dizimando a tropa de juízes, com a intenção de obter o maior número de troféus possível antes de voltar para seu mundo. Juíz Dredd é convocado para caçar o caçador junto com a psíquica Schaefer (descendente do personagem de Arnold do filme original) e eliminar essa ameaça para Mega City Um. Como disse, a história é legal, mas fraca, pois o Predador não é mais um ser desconhecido para a humanidade e os juízes acabam preparados para enfrenta-lo, assim tirando o suspense e o mistério desse monstro. O desenho é inferior aos outros quadrinhos analisados e o design do Predador ficou muito bobo. Recomendo só para fãs do Juíz Dredd.
 

Laterna Verde vs Aliens (2000 - 4 edições):

Parece que o Lanterna Verde vai virar almoço de Alien!
 

 
Em 2000, a Dark Horse Comics e a DC Comics retornaram com mais um crossover agora focado entre Lanterna Verde e os Aliens. Escrito por Ron Marz ("Lanterna Verde: O Surfista Prateado") e desenhado por Rick Leonardi ("Darth Vader and the Lost Command"), Lanterna Verde vs Aliens é uma HQ impressionante, principalmente em seu desenho e arte final. A história se foca numa tripulação de um cargueiro que cai num antigo planeta Lanterna Verde e acaba sendo feita vítima de uma ninhada alien, colocada lá por Hal Jordan antes de sua loucura. É o sucessor de Hal, Kyle Rayner que agora deve salvar essa tripulação e decidir se deve ou não aniquilar essa ninhada alien. Mesmo tendo uma história bem simples, Lanterna Verde vs Aliens é uma HQ emocionante de ler e de ver seu incrível desenho (um dos mais bonitos que eu já vi dessa lista que estou fazendo). Recomendável!

Superman vs Aliens II (2002 - 4 edições):

Superman tem sua revanche contra os Aliens nesta emocionante continuação!
 
Oito anos depois da primeira luta entre Superman contra os Aliens, a Dark Horse e a DC retornaram com uma excelente continuação do Homem de Aço contra os alienígenas mais letais da galáxia. Escrito por Chuck Dixon ("Batman: Cataclisma") e desenhado por Jon Bogdanove ("O Retorno de Superman"), Superman vs Aliens II é uma continuação emocionante, mas inferior a primeira aventura. A história se foca numa nave que cai no território do senhor sombrio Darkseid e este decide usar uma enorme ninhada de aliens, que estavam abordo da nave, como armas para destruir Nova Gênese, o mundo dos grandes heróis galácticos, entre eles Superman, que estava de folga. Mesmo bem escrito, bem desenhado e com reviravoltas emocionantes, Superman vs Aliens II é inferior a primeira aventura, pois fica sem o suspense e tensão que o primeiro teve e falha em mostrar um Superman enfraquecido e vulnerável como antes. Mesmo com esses pontos negativos, ainda recomendo essa HQ.
 

Juíz Dredd vs Aliens (2003 - 4 edições):

Mal eliminou um caçador, agora Dredd deve confrontar uma praga abominável em Mega City Um.
 

No ano seguinte, a Dark Horse Comics e a 2000 AD Comics lançaram uma nova aventura do Juíz Dredd contra os temíveis Aliens. Escrito por John Wagner (roteirista do filme "Dredd") e por Andy Diggle ("Batman: Rules of Engagement") e desenhado por Henry Flint ("Juíz Dredd: Zona Morta"), Juíz Dredd vs Aliens é uma história pesada, forte e superior a HQ anterior focada no Predador. A história se passa alguns anos após o confronto com o Predador e Juíz Dredd deve caçar e eliminar a maior ameaça da humanidade, os Aliens, antes que Mega City Um vire uma colônia alienígena. A HQ é muito boa. Sua história é mais interessante que a anterior e seus personagens são apresentados de uma forma melhor e mais vulnerável, diante de um terror desconhecido. O desenho é muito bem feito e mais maduro em comparação ao do Predador. Juíz Dredd vs Aliens é uma história fantástica para ler e se divertir várias vezes. Recomendo!
 

Batman vs Aliens II (2003 - 3 edições):

Agora é a vez do Batman de salvar o mundo dos malditos Aliens!
 
Ainda em 2003, a Dark Horse e a DC lançaram a continuação do bem sucedido Batman vs Aliens. Agora a história se passava em Gotham City e Batman deveria eliminar um punhado de aliens ao mesmo tempo que tentava descobrir sobre os segredos obscuros de uma organização que queria capturar os aliens e usa-los como armas. Escrito por Ian Edginton ("Dead Space: Liberation") e desenhado por Staz Johnson ("Batman Contágio"), Batman vs Aliens II é uma fantástica continuação e que possui revelações épicas ao longo da história. Temos também uma grande variedade de aliens, incluindo algumas surpresas inesperadas para o homem-morcego enfrentar. Obrigatório para fãs de Alien e de Batman.
 

Superman & Batman vs Aliens & Predador (2007 - Edição Única):

Batman e Superman devem se unir para derrotar de vez os alienígenas mais perigosos da galáxia, numa épica batalha final!
 
 

Em 2007, a Dark Horse e a DC lançaram uma edição especial com a união de Superman e Batman contra Aliens e Predadores, numa batalha final e épica. Porém, a HQ acabou se tornando um fracasso nas vendas, no seu design e numa história bem estranha e confusa. Escrita por Mark Schultz e desenhado por Ariel Olivetti ("Messiah War") a história se foca na união do homem de aço com o homem-morcego contra uma infestação de aliens na Terra e de um brutal clã de predadores que só querem saber de caçar e proteger seu território. Mesmo tendo uma história simples, infelizmente ela é confusa em algumas partes e bem boba. Os aliens mal aparecem e fica mais focado nos predadores, que não são tão interessantes quanto os anteriores. O desenho também é inferior, mas não é horrível. Não espere por muita ação ou momentos de reviravoltas supreendentes. Só recomendo para os mais curiosos.
 

Bibliografia:

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História - Taiping

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Rebelião Taiping

(1850)

Tropas imperiais chinesas cercam a capital taiping de Nanking durante a Grande Rebelião.
 
Facções: Dinastia Qing (Imperador Xianfeng) x Reino Celestial Taiping (Rei Hong Xiuquan).

Forças: Qing: 1.100.000 homens x Taiping: 500.000 homens.

Perdas: Qing: 145.000 mortos e feridos x Taiping: 243.000 mortos e feridos.

Resultado: Vitória Qing; Queda do Reino Celestial Taiping; Cristianismo é banido da China.

Local: Sul da China.
Área Roxa (Reino Taiping); Área Azul (Território Britânico); Linhas Amarelas (Defesas Chinesas); Seta Roxa (Ofensiva Taiping); Setas Amarelas (Ofensivas Chinesas); Cruzes Pretas (Batalhas e Cercos).
 
A Rebelião: A Dinastia Qing mal havia se recuperado da guerra contra a Inglaterra quando foi supreendida por uma violenta rebelião em 1850. O governo manchu despachou tropas imperiais para esmagar a revolta, que foi iniciada por um poderoso culto religioso baseado no protestantismo. Liderados pelo líder religioso Hong Xiuquan, os rebeldes derrotaram as tropas imperiais. Com o fracasso inicial do governo manchu, a pequena revolta se transformaria numa brutal guerra civil, que deixaria milhões de mortos.
 

Conseguindo o apoio de milhares de seguidores fanáticos, Xiuquan assolou as defesas imperiais no Rio Yangtze. Quando os rebeldes tomaram Yochow, eles obtiveram uma grande quantidade de munição e artilharia pesada para enfrentar o numeroso exército imperial. Com essas armas em mãos, os rebeldes conquistaram Nanking e estabeleceram o Reino de Taiping, que quer dizer "Grande Paz" em chinês.

Os rebeldes queriam acabar com o confucionismo e instalar um governo com ideias marxistas com reformas agrárias para todos. Quando as intenções dos rebeldes chegaram ao público, este imediatamente se uniu com o enfraquecido governo manchu para impedir que o confucionismo fosse extinguido da China. Em 1853, os rebeldes fracassaram em se espalhar pelo resto da China, perderam força e ficaram cercados pelo governo imperial. Se seguiu um impasse de sete anos entre ambos os governos, até que um novo conflito estorou entre ambas as facções governamentais.

Em 1860, logo após o fim da Segunda Guerra do Ópio (será futuramente analisada), os vitoriosos europeus decidiram dar uma ajuda ao governo manchu em relação aos rebeldes. Navios europeus formaram um bloqueio naval no sul da China e atacavam qualquer navio suspeito de apoiar os rebeldes. Frederick Townshend Ward, um capitão americano, reuniu uma tropa de 4000 homens para apoiar o exército imperial. Obtendo várias vitórias sobre os rebeldes, a tropa americana ficaria conhecida na China como o "Exército Sempre Vitorioso". Porém, Ward seria morto em combate em 1862 e um oficial britânico chamado de Charles George Gordon assumiu o comando da tropa americana. Foi graças a essa tropa que o governo imperial conseguiu retomar várias cidades muradas do litoral e cortar os suplementos dos rebeldes. Porém, a capital rebelde, Nanking, aguentou um brutal cerco de 1864 até 1865.
 
Quando a Grande Rebelião acabou, a China se encontrava totalmente em ruínas e havia perdido mais de 30 milhões de civis nessa guerra civil. Juntamente com as duas guerras do ópio, a Rebelião Taiping demonstrou o quão fraco era o governo manchu diante de ameaças internas e externas que acabariam enfraquecendo ainda mais esse governo decadente.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - Chapultepec

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Batalha de Chapultepec

(1847)

Exército americano avança contra a fortaleza mexicana de Chapultepec, na Cidade do México.
 
Facções: EUA (Winfield Scott) x México (Nicolás Bravo).

Forças: Americanos: 2000 soldados x Mexicanos: 880 soldados.

Perdas: Americanos: 840 mortos ou feridos x Mexicanos: 875 mortos ou feridos.

Resultado: Vitória Americana.

Local: Cidade do México, México Central.

Área Verde (Defesas Mexicanas); Setas Azuis (Invasão Americana).
 
A Batalha: O principal motivo da guerra entre EUA e o México foi o controle da região do Texas. Em 1845, os EUA anexou o Texas e declarou guerra contra o México. Uma brutal guerra ocorreria nos próximos anos.
 
No início da guerra os americanos estavam em grande vantagem até abril de 1846. Mesmo tendo um exército numeroso e maior que dos americanos, os mexicanos sofreriam com a horrível liderança militar. Mas, os mexicanos possuíam excelentes canhões de origem austríaca e oficiais de artilharia mais bem preparados do que os americanos. Depois das primeiras vitórias americanas nas colônias mexicanas, o México negou um acordo de paz e resumiu com a guerra. Percebendo a teimosia dos mexicanos, o governo americano ordenou que o general Winfield Scott levasse uma grande tropa para Vera Cruz e avançar até a Cidade do México para capturar o governo local e força-lo a se render.
 
Scott desembarcou com sucesso em Vera Cruz e adotou a mesma tática que Hernán Cortéz fez contra os astecas há 226 anos atrás. Os americanos se aproveitaram de várias plantações locais para se manterem e venceram vários contra-ataques desesperados dos mexicanos. Em 1 de setembro de 1847, os americanos chegavam aos arredores da Cidade do México.
 
Para poder capturar a capital, os americanos tinham que primeiro dominar a fortaleza de Chapultepec, localizada no topo de uma colina de mesmo nome. Antigo lar dos vice-reis do México, em 1833 havia sido convertido numa escola militar só para oficiais. O Comandante Nicolás Bravo liderava um batalhão formado por cadetes dessa escola militar.
 
Scott tinha 7000 homens, enquanto o general Santa Anna tinha 16000 homens na capital e nos seus arredores. Em 12 de setembro, 2000 americanos se separou da força principal para dominar Chapultepec. Eles iniciaram a batalha com um pesado bombardeio de artilharia. O ataque foi tão pesado que algumas casas vizinhas ao forte desabaram pelos tremores das explosões e metade do batalhão de cadetes estava morto no fim do dia. O comandante Bravos despachou vários mensageiros para Santa Anna enviar reforços, mas todos retornavam com a mesma resposta: "não havia reforços para Chapultepec."
 
Durante a manhã do dia 13 de setembro, os americanos atacaram a fortaleza por dois lados. A primeira tropa tentou atacar a fortaleza por trás, mas foi detida por um grupo de cadetes que forçou os americanos a recuar. A segunda tropa fez um ataque direto contra o portão da fortaleza e após brutal combate corporal, os americanos conquistaram o portão. Com o portão aberto, o resto da tropa de Scott adentrou o forte e enfrentou a fanática resistência do comandante Bravos e de seus últimos 51 cadetes. Todos os mexicanos morreram, com exceção de 5 feridos, mas as perdas americanas foram muito altas e isso desmoralizou o resto da tropa do general Scott. Os cadetes ficaram conhecidos na história do México como os "Niños Heroes".
 
A bandeira americana foi fincada em Chapultepec no mesmo dia. Quando Santa Anna e suas tropas avistaram a queda da fortaleza, os mexicanos se retiraram para dentro da cidade. Em 14 de setembro, Santa Anna e seu exército abandonou a Cidade do México e recuou para Yucatan. Quando souberam da retirada mexicana, os americanos adentraram na cidade e a ocuparam. Era pela primeira vez na história americana que suas tropas conquistavam a capital de outra nação. No ano seguinte, 1848, o México se rendeu e finalizou a guerra contra os EUA. Os americanos acabaram ocupando as províncias mexicanas do Arizona, do Novo México, do Colorado, da Califórnia e do Texas. Com essa enorme expansão, os EUA se tornou uma verdadeira potência continental.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - Afeganistão I

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Primeira Guerra Afegã

(1839-1842)

Tropas inglesas invadem uma fortaleza afegã no norte do país.
 
Facções: Emirado do Afeganistão (Dost Mohammed Khan) x Império Britânico (William Hay Macnaghten).
 
Forças: Desconhecidas.
 
Perdas: Afegãos: 3.000 mortos e feridos x Ingleses: 16.700 mortos e feridos.
 
Resultado: Vitória Afegã; Invasão inglesa derrotada e rechaçada; Dost Mohammad volta a governar após ser libertado.
 
Local: Afeganistão.
 
Setas Vermelhas (Invasão Inglesa); Área Vermelha (Limites do Avanço Inglês); Setas Azuis (Contra-Ataques Afegãos); Setas Laranjas (A Grande Retirada Inglesa); Cruzes Pretas (Destruição da Grande Retirada).
 
A Guerra: Ao mesmo tempo que enfrentava os chineses durante a Primeira Guerra do Ópio, a Inglaterra disputava com a Rússia o controle da Ásia Central, a única região ainda não controlada pelos ocidentais. No meio dessa disputa territorial existia o Emirado do Afeganistão, que estava fazendo de tudo para se manter neutro e longe das ambições ocidentais na região. Porém, os europeus viam o Afeganistão não como uma nação e sim como uma enorme união tribal sem governo centralizado.

A família Sadozai havia governado o Afeganistão de 1747 até 1826 quando sofreu um golpe de estado da família Barotzai, liderada por Dost Mohammed Khan, e este assumiu o trono como emir do Afeganistão. Quando os guerreiros sikhs da Índia começaram a ameaçar as fronteiras do Afeganistão, Dost Mohammed pediu por ajuda britânica, mas os ingleses ignoraram o apelo. Vendo que não teria apoio inglês, Mohammed pediu ajuda para os russos. Quando descobriram as intenções de Mohammed, o governo britânico despachou uma grande tropa para invadir e ocupar o Afeganistão. A tropa iniciou a marcha em 1839.

Os ingleses atravessaram a fronteira e rapidamente capturaram as fortalezas de Kandahar e de Ghanzi, forçando Dost Mohammed a abandonar Cabul. Os ingleses adentraram Cabul e colocaram de volta ao trono a família Sadozai, liderada pelo Xá Sooja. O que os ingleses não perceberam era que o emir era só um símbolo moral para os afegãos que ainda eram dominados por poderosas tribos e que não davam atenção para quem era o novo emir. Sofrendo pesados ataques da guerrilha local, em 6 de janeiro de 1842, 17.000 britânicos, bengaleses e afegãos aliados abandonaram Cabul e outras fortalezas capturadas desde 1839. O que se seguiria seria um dos maiores desastres militares da história.

No exato momento que as forças britânicas deixavam o Afeganistão e voltavam para a Índia, milhares de guerreiros tribais afegãos atacaram todas as rotas da retirada inglesa. Esses guerreiros utilizaram o terreno acidentado e irregular para lançar violentos ataques. Depois de vários dias de brutais combates, em 13 de janeiro, somente 300 soldados britânicos escaparam em pequenos grupos. O caso mais famoso foi de um médico cirurgião, que carregado por seu pônei, alcançou a fronteira com da Índia e disse a guarnição indiana que quase toda a tropa inglesa enviada para o Afeganistão foi dizimada pelos afegãos.

Como retaliação, os ingleses despacharam um exército maior em 15 de setembro para destruir a guerrilha afegã. Quando chegaram em Cabul, os britânicos encontraram a cidade abandonada. Sem terem mais nenhum motivo de ficarem por lá, os britânicos destruíram a fortaleza e o grande bazar da cidade antes de retornarem para a Índia. Com o fim do conflito, a notícia sobre o desastre militar britânico se espalhou pelo mundo e várias nações pequenas e menos desenvolvidas começaram a ter uma esperança contra o Império Britânico. A invencibilidade dos ingleses em combate sumiu após essa guerra.
 
Não há curiosidades.
 

Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - Ópio I

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Primeira Guerra do Ópio

(1839-1842)

Navios ingleses destroem a frota chinesa durante o conflito.
 
Facções: Império Britânico (Lorde Palmerston) x Dinastia Qing (Imperador Daoguang).

Forças: Britânicos: 19.000 soldados e 37 navios de guerra x Chineses: 200.000 Guerreiros Manchu.

Perdas: Britânicos: 840 mortos e feridos x Chineses: 20.000 mortos e feridos.

Resultado: Vitória Britânica; Ilha de Hong Kong ocupada pelos Britânicos; Tratado de Nanking.

Local: Todo o litoral da China.


Setas Azuis (Ataques Britânicos); Linhas Vermelhas (Defesas Chinesas); Área Azul (Conquista Britânica); Seta Vermelha (Contra-Ataque Chinês).
 
A Guerra: A guerra entre Inglaterra e China aconteceu por causa do ópio, dos direitos comerciais dos povos europeus na Ásia e a abertura dos portos chineses para o ocidente. O ópio era usado tanto para a medicina quanto para narcóticos. A Inglaterra produzia ópio na Índia e Indonésia. Comerciantes ingleses se tornaram ricos com a fácil venda da droga nas cidades litorâneas da China. Com esse novo mercado se abrindo, os chineses começaram a contrabandear o ópio e a produzi-lo com mais rapidez e vende-lo com um preço menor comparado ao dos ingleses.
 
A Dinastia Qing, de origem manchu, dominava a china desde 1644 e estava com muito medo de perder seu poder no povo com o contrabando ilegal de ópio vindo dos ingleses. O governo imediatamente ordenou o fechamento dos portos e a destruição total das plantações de ópio na China. O ato mais violento de tal ordem foi quando agentes imperiais ordenaram aos comerciantes estrangeiros que moravam na cidade portuária de Cantão, que abrissem seus galpões cheios de ópio contrabandeado e estes acabaram jogados no mar. O prejuízo foi total e vários comerciantes ocidentais abandonaram o comércio chinês. O resultado de tal ação foi visto como algo positivo para o governo imperial, que já comemorava a derrota do ópio em seu território. Porém, a Inglaterra revidaria em breve.
 
Vendo as ameaças que o governo chinês fazia contra seus mercadores, a Inglaterra despachou uma poderosa frota para deter esses ataques chineses contra o comércio de ópio. Quando a frota alcançou a China, ela imediatamente bloqueou os principais portos chineses e começou a confiscar navios chineses que iam para a Índia. Em maio de 1841, uma tropa britânica desembarcou e capturou Cantão, pegando de surpresa o governo chinês. Dias depois, os britânicos ocuparam Amoy e Ningpo. Porém, o clima local e doenças como a malária deteram esses ataques britânicos e deram tempo para os chineses organizarem novas defesas em outros portos.
 
Em 1842, novas tropas britânicas chegaram e capturaram Xangai e Xinjiang. A marinha britânica avançou e bloqueou a boca do imenso rio Yangtse, prejudicando o comércio de grãos da região. Em 29 de agosto, o imperador manchu pediu um acordo de paz com os britânicos e estes assinaram o Tratado de Nanking.
 
De acordo com o tratado, a China seria obrigada a abrir cinco de seus portos para os ingleses. Os ingleses também anexariam a cidade de Hong Kong ao seu império, qualquer assunto diplomático chinês no futuro deveria ser tratado com igualdade e a China deveria pagar uma multa de 20 milhões de dólares pela destruição do ópio e por ter causado a guerra.
 
Em 1844, o Tratado de Nanking teve que incluir a entrada de franceses e americanos nos portos chineses. A Dinastia Qing perdeu prestígio diante de seu povo e ainda o título de a maior e mais poderosa potência militar do mundo caiu diante das armas avançadas dos ocidentais.
 

Curiosidades:

  • O filme chinês "A Guerra do Ópio" (1997), mostra com total perfeição todos os eventos do conflito entre China e Inglaterra e os diferentes pontos de vista de cada lado. Muito bom mesmo. Recomendável.
 

Bibliografia:



Análise Histórica e Crítica de Predadores

 

Predadores

Isso que é um poster irado!
 
 
Predadores é um filme americano de 2010 da 20th Century Fox, dirigido por Nimród Antal e produzido por Robert Rodriguez. O filme é a "verdadeira" continuação do filme original e ignora a existência do segundo filme da franquia. Foi um sucesso de bilheteria e de excelentes críticas que ajudaram o filme a se tornar um clássico e a salvar a franquia após o fracasso de Predador 2.
 

A História:


A história se passa em 2010, num planeta distante da Terra e usado pelos predadores como local de caça. O filme se foca num grupo de nove sobreviventes, todos com treinamento militar, que foram "escolhidos" para fazer parte de uma caçada épica e brutal. Agora esse grupo inesperado de aliados deverá se unir contra o maior e mais poderoso caçador da galáxia.

A Origem:

Após o fracasso total de AVP: Requiem nos cinemas e um imenso prejuízo orçamentário causado pelo filme, a Fox contatou o produtor Robert Rodriguez sobre um antigo roteiro que o mesmo escreveu em 1994 sobre uma "verdadeira" continuação de Predador, pois Rodriguez odiou o segundo filme, e que havia sido negado pela própria Fox. Agora, para tentar recuperar os fãs da franquia Alien e Predador, a Fox aprovou o roteiro de Rodriguez, que fez poucas modificações no roteiro, e em 2009 com a direção do diretor novato Nimród Antal, Rodriguez pode finalmente fazer a continuação que todo mundo queria do Predador original.

Soldados de Elite - Os Humanos:

Mesmo sendo humanos, essa turma vai detonar qualquer alienígena pelo caminho.
 
  • Royce (Adrien Brody): Mercenário americano especializado em caçar pessoas. Acaba se tornando o líder do grupo. Sua arma é uma espingarda automática.
  • Isabelle (Alice Braga): Atiradora de elite israelense. Calma e tranquila, Isabelle acaba ajudando na união do grupo. Sua arma é um rifle pesado.
  • Edwin (Topher Grace): Um médico que parece estar no lugar errado e com o grupo errado. Não é militar, mas tem um segredo sinistro. Sua arma é um bisturi.
  • Stans (Walton Goggins): Um brutal e perigoso serial killer e estuprador. É o membro mais instável do grupo. Ninguém gosta dele por perto, mas acaba sendo de grande ajuda no final do filme. Sua arma é uma faca improvisada.
  • Nikolai (Oleg Taktarov): Comando russo e veterano da guerra na Chechênia. Se torna o suporte pesado da equipe e é bem amigável. Sua arma é uma minigun.
  • Hanzo (Louis Ozawa Changchien): Ex-membro da Yakuza. É um personagem quieto, calmo e letal. Sua arma é uma pistola automática e mais tarde uma espada samurai, onde protagoniza a luta mais épica do filme.
  • Mombasa (Mahershala Ali): Membro de uma guerrilha africana de Serra Leoa. É inteligente e filosófico. Até mesmo sabe um pouco sobre os predadores e sua táticas de caça. Sua arma é uma AK-47.
  • Cuchillo (Danny Trejo): Membro de um brutal cartel mexicano. Desconfia de todos, mas acaba se juntando quando vê que não há muitas escolhas para tentar sobreviver sozinho. Sua arma são duas submetralhadoras.
  • Noland (Laurence Fishburne): Soldado americano e veterano do Vietnã. Sobreviveu a dezenas de caçadas e até mesmo já matou alguns predadores. Porém, se mostra um aliado instável e misterioso. Sua arma é um enorme rifle de plasma modificado.
 

As Primeiras Ameaças:

Eita bicho feio!
 

Lá pela metade do filme, nossos amigos são confrontados por uma misteriosa criatura insectóide, apelidada de o Fantasma do Rio, que os persegue. Eles cercam e a matam com um tiro de rifle. Porém, descobrem que a criatura estava na verdade fugindo dos predadores e que era só outra vítima dessa caçada insana. Foi usada computação gráfica e uma fantasia.
 
 
 

Esse é o pitbull do espaço! Feroz e violento!
Uma das novidades desse filme, é a presença de criaturas usadas como cães de caça pelos predadores. Domesticados e treinados para perseguir e eliminar as presas mais fáceis dos grupos de sobreviventes ou dividi-las num ataque suicida. São extremamente rápidos e violentos. Também são bem resistentes contra qualquer arma e demoram muito para morrer. São leais aos seus mestres. Aproximadamente uma matilha de 12 desses cães aparece logo no início do filme numa cena épica e muito emocionante. Foram feitos em computador, mas em algumas cenas de proximidade é possível ver marionetes.
 
 

O Retorno do Caçador - O Predador:

Acredite! Esse é seu melhor aliado numa situação dessas!
 
Nesse filme aprendemos que existem dois tipos de predadores e que eles estão numa longa e brutal guerra civil. O primeiro tipo é o famoso Predador. É idêntico ao primeiro predador do filme original. Tudo que utiliza é igual ao filme original, mas, está desgastado pelas várias lutas que teve contra os outros predadores. Ele também não é um caçador, mas sim um tipo de patrulheiro policial dos predadores, por isso que age sozinho. Ele é mais forte que um humano, mas muito fraco em comparação aos novos predadores. Mesmo fraco, ele acaba participando da primeira cena de luta entre predadores de toda a franquia. Foi usada uma fantasia para todas as cenas que apareceu.
 

 

Os Novos Caçadores - Os Super Predadores:

É nesse filme que somos apresentados aos novos predadores da franquia: os Super Predadores ou Predadores Negros (pois possuem uma pele mais escura comparada aos outros predadores). Eles são maiores, mais fortes e inteligentes que os predadores normais. Utilizam táticas agressivas para caçar suas presas e não seguem nenhum código de honra. No filme, descobrimos que esses predadores sequestram centenas de seres da galáxia inteira e os jogam num planeta desolado que é utilizado como uma reserva de caça. Esses predadores caçam por diversão e pura crueldade e não por códigos de honra ou rituais tribais. Eles também são considerados criminosos pela sociedade dos predadores e são caçados por outros predadores, pois são a maior ameaça logo atrás dos aliens. Aparecem três desses predadores no filme, cada um com táticas diferentes de caça. Vamos conhecê-los:
 

O Rastreador - Mestre das Armadilhas:

Um brutamontes especializado em montar surpresas indesejáveis para você!
 
O Rastreador é o primeiro super predador a aparecer e caçar os humanos. Ele usa táticas de emboscada, especialmente o uso de armadilhas, e é um cruel caçador que só quer deixar suas vítimas mais confusas com suas armadilhas letais e sua longa e demorada perseguição com o objetivo de "quebrar" a moral de sua presa. Tem uma máscara com marfins, uma imensa lâmina de combate, utiliza um canhão de plasma e controla a matilha de cães de caça com um apito.
 
 

O Caçador - Mestre da Perseguição:

Outro brutamontes que adora cortar seus adversários em pedaços! Cuidado com essa lâmina!
 
O Caçador é o segundo super predador a caçar os humanos no planeta reserva. Ele é rápido e silencioso. Usa um drone, no formato de falcão para localizar suas presas. É paciente e só ataca quando as presas cometem algum erro. Possui o mesmo equipamento que o Rastreador, mas sua máscara é mais afiada e lisa. É também o único a manter o código de honra dos predadores quando duela contra Hanzo, na melhor cena do filme inteiro.
 
 

Berserker - O Brutal Líder do Trio:

Não é recomendável ficar perto desse mosntrengo! Ele é bem nervoso!
 
O terceiro e último super predador a caçar nossos heróis é Berserker. Esse é o maior, mais forte e brutal dos três super predadores. Ele não tem perdão por ninguém e adora matar suas vítimas nas formas mais sádicas e cruéis possíveis. Ele só tem um ponto fraco: se provocado, fica bem nervoso e pode cometer erros graves contra presas espertas. Usa as mesmas armas e equipamentos
que seus camaradas. Sua máscara possui uma mandíbula de alguma presa anterior, com o objetivo de intimidar e criar medo em suas vítimas. Sua tática de caça é bem simples: matar tudo pelo caminho até pegar e eliminar a presa perfeita.
 

Se vocês achavam que os predadores anteriores eram feios, pensem melhor depois de verem a cara desse sujeito na foto acima! Dá medo pra burro!
 



 

Berserker também é o único super predador à revelar seu rosto no filme. E como a foto acima mostra, esses novos predadores são bem diferentes que os normais. Não se sabe ainda porque esses predadores são tão diferentes dos outros. Há teorias que dizem que eles são o resultado fracassado de anos de experimentos genéticos para melhorar as condições físicas dos predadores. Outras teorias falam que eles são uma tribo excluída da sociedade dos predadores e que estão numa longa e brutal guerra civil pelo controle da galáxia. Mesmo sem sabermos suas verdadeiras origens ou motivos, esses novos predadores são realmente uma grande ameaça para todos.

Análise Crítica:

Predadores é um filme sensacional e divertido. Robert Rodriguez realmente fez um "milagre" e trouxe todos os elementos do filme original nessa continuação linda e épica. Também adicionou novos elementos no universo que deram muito certo e abriram novas possibilidades para futuros filmes. Os cenários do planeta alienígena são bonitos e bem construídos. Todos os personagens são muito bem apresentados e memoráveis. As atuações de todos foi fenomenal. A música é uma mistura do clássico com o novo e funciona muito bem. Os efeitos especiais são excelentes e se misturam muito bem com os efeitos práticos. As criaturas e os predadores foram bem desenvolvidos e trouxeram de volta o suspense que o primeiro filme tinha. Demora quase 30 minutos para o primeiro predador aparecer e isso funciona perfeitamente num filme de ação e aventura como esse daqui. O roteiro é bem escrito e há várias frases memoráveis e até retiradas do filme original. Porém, o filme possui alguns poucos erros: as mortes de alguns personagens se mostram muito bobas, as lutas são épicas, mas acabam muito rápidas e de vez em quando o filme acaba ficando muito parecido com o original como na  parte final. Mesmo com esses erros, Predadores é um filme recomendável!

Curiosidades:

  • O ator Louis Ozawa Changchien, que faz Hanzo no filme, utiliza o estilo de luta Kendo, pois é mestre nessa arte de combate, do que Kung Fu que é utilizado na maioria dos filmes americanos.

  • De acordo com Robert Rodriguez, o personagem Cuchillo foi "baseado em Danny Trejo" e eles queriam alguém "parecido com ele" para fazer o papel. Quando o verdadeiro Danny Trejo soube desse comentário, pois Rodriguez é seu primo, ele comentou ao diretor Nimród Antal que ele era bem parecido com o tal do Danny Trejo. Ahahahahaha!

  • A criatura que persegue Edwin na metade do filme é na verdade uma versão melhorada do primeiro design que o estúdio fez da criatura que seria o predador no filme original de 1987.

Nota Final - 9 (Predadores é uma formidável continuação de um clássico de suspense e ação e superou o "trauma" que foi Predador 2. Não só trouxe os fãs da franquia de volta como criou uma nova legião de seguidores que ajudaram a expandir ainda mais o universo do Predador. Com um elenco fenomenal e uma história simples e bem escrita, Predadores rapidamente se tornou um clássico, mesmo sendo um filme de 2010. Mesmo com mortes bobas e cenas de ação muito rápidas e curtas, Predadores é um filme recomendável e divertido como o original. Bom filme para todos!)


Bibliografia:

As Maiores Batalhas e Guerras da História - A Farroupilha

 

As Maiores Batalhas e Guerras da História

A Guerra dos Farrapos ou a Revolução Farroupilha

(1835-1845)

Brutal ataque dos Farrapos contra as tropas imperiais brasileiras.
 
Facções: República Rio-Grandense (Bento Gonçalves) x Império do Brasil (Dom Pedro II).
 
Forças: Desconhecidas.
 
Perdas: Desconhecidas.
 
Resultado: Vitória Militar Imperial; Vitória Política Republicana e assinatura do Tratado de Poncho Verde.
 
Local: Toda a Região Sul do Brasil.
 
Setas Azuis (Ofensivas dos Farrapos); Setas Verdes (Contra-ataques Imperiais); Áreas Azuis (Redutos da Farroupilha no fim da guerra); Cruzes Pretas (Batalhas).
 
A Guerra: A região sul sempre se sentiu abandonada pelo governo de Portugal. A Coroa estava mais interessada nas regiões tropicais ricas em minérios e outros recursos naturais para extrair e exportar. Esse abandono continuou durante o governo de Dom Pedro I.
 
O charque, principal produto do sul, era destinado para o mercado nacional dos escravos. Os charqueadores sulinos, que disputavam com a Argentina e o Uruguai, cujo charque era mais barato e usado pela elite brasileira, queriam que o governo imperial adotasse uma medida de proteção nacional ao invés de aumentar os impostos que cobravam pelos charques.
 
Para piorar, por ser um estado de fronteira, São Pedro (antigo nome do Rio Grande do Sul) sempre estava de alerta para ataques ou invasões e não se sentia compensado por sua grande importância na defesa da nação.
 
Em 1834, Antonio Rodrigues Fernandes Braga foi nomeado para presidir a província. Logo aumentou os impostos e acusou os fazendeiros locais de separatistas. A população começou a odiar o novo governador e os militares locais planejavam um golpe. Os farrapos, que eram membros liberais partidários do regime federalista, se rebelaram contra o governo central por mais autonomia nas províncias do sul. Em 21 de setembro de 1835, liderados pelo deputado e coronel Bento Gonçalves da Silva, os rebeldes tomaram Porto Alegre e destituíram Fernandes Braga.
 
Em 10 de setembro de 1836, os farrapos comandados por Antonio de Souza Neto, obtiveram uma grande vitória nos Campos de Seival entre Pelotas e Bagé, contra as tropas imperiais de João da Silva Tavares. Após tal vitória, os rebeldes proclamaram uma República com Bento Gonçalves como presidente. Porém, reforços imperiais acabariam vencendo os farrapos na Batalha do Fanfa e retomariam o controle de Porto Alegre. Bento Gonçalves seria capturado e enviado para uma prisão na Bahia.
 
Em abril de 1837, com a ajuda de simpatizantes do movimento, Bento Gonçalves escapou da Bahia e voltou para o sul. Em 1839, com a ajuda de voluntários italianos liderados por Giuseppe Garibaldi, um aventureiro e entusiasta em movimentos de independência, os farrapos retomaram Porto Alegre e entraram em Santa Catarina. Em Laguna, os rebeldes proclamaram a República de Juliana. Durante seu avanço para o Paraná, Garibaldi conheceu uma linda mulher sulista chamada Ana Maria de Jesus Ribeiro, que depois da guerra se tornaria sua esposa chamada de Anita Garibaldi e lutaria ao seu lado na Farroupilha e na unificação Italiana anos depois.
 
Após grandes avanços pelo Paraná, sendo que alguns grupos de farrapos alcançaram a fronteira com São Paulo, conflitos internos fizeram com que o movimento rebelde perdesse força. Num brutal contra-ataque, as tropas imperiais expulsaram os farrapos do Paraná e entraram em Santa Catarina onde recapturaram Laguna e dissolveram a República de Juliana em poucos meses de intensos combates. Em 1840, Dom Pedro II assumiu o comando do Império e enviou mais tropas e armas pesadas para aniquilar os rebeldes.
 
Em 1842, tropas imperiais expulsavam os farrapos de Santa Catarina e entravam no Rio Grande do Sul. Seu líder era Luis Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, que começou a negociar uma rendição rebelde com Davi Canabarro, substituto de Bento Gonçalves. Desmoralizados com as últimas derrotas e conflitos dentro de seu movimento, os líderes rebeldes aceitaram um acordo: o Tratado de Poncho Verde.
 
O acordo foi benéfico para os farrapos, pois concedia anistia aos rebeldes e deixava com que eles escolhessem seu próprio governador. Os altos impostos no charque seriam diminuídos. Alguns grupos mais fanáticos de farrapos decidiram resistir na fronteira sul do país, mas acabaram derrotados em 1845, finalizando o conflito.
 
Mesmo fracassando na tentativa de separação de sua província do resto do Império, os farrapos conseguiram o poder no sul e enriquecer os estancieiros locais. Como recompensa pela vitória sobre os rebeldes e pelo método adotado no tratado assinado, Luis Alves acabou escolhido pelo governo como governador da província e sem receber reclamações dos derrotados.
 

Curiosidades:

  • A minissérie "A Casa das Sete Mulheres" é uma representação quase perfeita de toda a Revolução Farroupilha. Mostra todos os personagens históricos e os principais eventos que marcaram o conflito. A minissérie fica focada em sete mulheres, todas relacionadas ao líder Bento Gonçalves, que apoiavam a revolução ao mesmo tempo em que tentavam ter uma vida normal no meio de tal brutal conflito brasileiro.

Bibliografia: